Hoje
Lá eu vou viver
Lá onde o azul não desbotou
Vou então me refazer
Quero saber porque a paz não despertou
Ah, essa louca inocência
Do amor
Velho retrato em carência
De uma cor
De outra cor
Lá vou despertar
Junto ao devoto e ao pecador
Serei força a forçar
Uma estrela que ainda não raiou
Eu nau de nuvem no céu de interior
Um arco-íris um véu de toda a cor
Vou rever
Meu coração já não quer
A parte externa dos véus
A minha flor mal me quer
Entre os canteiros da estação
Parte o trem ao entrar na serra
Lá vou eu pelos campos a me entregar
Hoje corro da sombra que a pá não enterrará
Pois eu morro de medo de não chegar
Hoje sou o apito do trem que aterra
Hoje sou esse grito a explodir no ar
Hoje curo essa velha ferida que me enterra
Hoje quebro essa faca a me sangrar
Hoy
Allí voy a vivir
Donde el azul no se ha desvanecido
Entonces me reharé
Quiero saber por qué la paz no despertó
Ah, esa loca inocencia
Del amor
Viejo retrato en carencia
De un color
De otro color
Allí despertaré
Junto al devoto y al pecador
Seré fuerza que fuerza
Una estrella que aún no ha brillado
Navegaré entre nubes en el cielo interior
Un arcoíris, un velo de todos los colores
Voy a revisar
Mi corazón ya no quiere
La parte externa de los velos
Mi flor apenas me quiere
Entre los parterres de la estación
El tren parte al entrar en la sierra
Allá voy por los campos entregándome
Hoy corro de la sombra que la pala no enterrará
Porque muero de miedo de no llegar
Hoy soy el silbido del tren que aterriza
Hoy soy ese grito que estalla en el aire
Hoy curo esa vieja herida que me entierra
Hoy rompo ese cuchillo que me hace sangrar
Escrita por: Bororó Felipe / Carlos Ribeiro / Cesinha Canedo / Nars Chaul