Blusão de Couro
Hoje eu tirei do baú
Meu velho blusão de couro
Minha paixão refletia
Nos seus cordões cor de ouro
Sem querer voltei no tempo
Descobri como um tesouro
Ao longo da minha vida
Chora ainda a despedida
Daquele cabelo loiro
Blusão de couro
Velho blusão
Que me aqueceu na verdade
Mas o frio de uma saudade
Nunca teve jeito não
Blusão de couro
Que um dia me serviu de travesseiro
Na verde cama da relva
No meu colchão de baixeiro
Você seguiu passo a passo
Este peão estradeiro
Hoje olho assustado
Este seu corpo marcado
De janeiro á janeiro
Blusão de couro
Velho blusão
Que me aqueceu na verdade
Mas o frio de uma saudade
Nunca teve jeito não
Agora te analisando
Fiquei surpreso de fato
Vivemos juntos na vida
Num permanente contato
De tanto vestir meu corpo
Você pegou meu formato
Dentro da sua moldura
Eu vejo a minha figura
Você é meu próprio retrato
Blusão de couro
Velho blusão
Que me aqueceu na verdade
Mas o frio de uma saudade
Nunca teve jeito não
Chaqueta de Cuero
Hoy saqué del baú
Mi vieja chaqueta de cuero
Mi pasión se reflejaba
En sus cordones color oro
Sin querer volví en el tiempo
Descubrí como un tesoro
A lo largo de mi vida
Aún llora la despedida
De aquel cabello rubio
Chaqueta de cuero
Vieja chaqueta
Que me abrigó de verdad
Pero el frío de una añoranza
Nunca tuvo remedio
Chaqueta de cuero
Que un día me sirvió de almohada
En la verde cama del pasto
En mi colchón de plumas
Tú seguiste paso a paso
Este peón caminante
Hoy miro asombrado
Tu cuerpo marcado
De enero a enero
Chaqueta de cuero
Vieja chaqueta
Que me abrigó de verdad
Pero el frío de una añoranza
Nunca tuvo remedio
Ahora analizándote
Quedé sorprendido de hecho
Vivimos juntos en la vida
En un contacto permanente
De tanto vestir mi cuerpo
Tú tomaste mi forma
Dentro de tu marco
Veo mi figura
Tú eres mi propio retrato
Chaqueta de cuero
Vieja chaqueta
Que me abrigó de verdad
Pero el frío de una añoranza
Nunca tuvo remedio
Escrita por: Paraíso / Caetano Erba