395px

Lamentos

Guerreiros Mura

Lamentos

Como trombetas se ouviam
Distantes lamentos
Seguidos de estrondos medonhos
E belas canções

O cantar do cantador
Vai relembrar, vai relembrar
O gingado do cirandeiro
Vai retratar (bis)

Índios hostis, tomados de ética
Adotavam os filhos do inimigo tombado
Curumins e cunhatãns nos Ichus
Assitiam a dizimação do seu povo
Corpos degolados (bis)

Cantavam, chorando
A viúvas e as anciãs
Lembrando
Dos filhos e netos
Mortos na guerra
Dançavam e cantavam
Em coro batendo os pés

Curuku, curumim, cunhatã
Ô Ô Ô Ô Ô Ô (bis)

Guerreiros de Cabroá
Tragam um curumim
Ou uma cunhatã
Para ser meu filho
Encham minha oca de vida
Outra vez (bis)

Lamentos

Como trompetas se escuchaban
Lamentos distantes
Seguidos de estruendos espeluznantes
Y bellas canciones

El cantar del cantador
Recordará, recordará
El balanceo del cirandero
Reflejará (bis)

Indios hostiles, imbuidos de ética
Adoptaban a los hijos del enemigo caído
Curumines y cunhatãs en los Ichus
Presenciaban la dizminación de su pueblo
Cuerpos degollados (bis)

Cantaban, llorando
A las viudas y a las ancianas
Recordando
A los hijos y nietos
Muertos en la guerra
Bailaban y cantaban
En coro golpeando los pies

Curuku, curumim, cunhatã
Ó Ó Ó Ó Ó Ó (bis)

Guerreros de Cabroá
Traigan un curumim
O una cunhatã
Para ser mi hijo
Llenen mi choza de vida
Otra vez (bis)

Escrita por: Lurden Clay Monteiro / Paulo Roberto