As Festas de Dona Propina
Dona Propina não prostitua as meninas
Não abomine nossa estima com suas descarações
Qualquer dia desses vai cair sua peteca
Não guarde dentro de cueca a grana se suas distorções
Não guarde em banco sapatos, meias ou malas
Tem secretária que fala: - os banqueiros passam a mão
A mais segura invenção é da Vovó
Pegue o saco de um nó guarde embaixo do colchão
Ouvi dizer que sua turma e você
Não querem o PCC na festa do mensalão
Só seus amigos de truco, pelada e copo
Que te enche de habeas-corpus em troca de avião
Diga pra eles quando eles decolarem
Para eles não me deixarem sozinho no saguão
Porque propina eu não posso me chatear
Dessa vez vou perdoar, eles não sabem quem sou eu
Em suas festas regadas Moet Chandon
Caviar, filé, salmão, lagosta e camarão
Só sobra massa encharcada de cachaça
Sua pizza nunca assa, a massa vai pro lixão
Ai Dona Propina você não dança
Mas, faz o povão dançar
Ai Dona Propina
Você só dança quando o povo resbollar.
Las Fiestas de Doña Mordida
Doña Mordida, no prostituyas a las chicas
No mancilles nuestra estima con tus desvergüenzas
Un día de estos se te va a caer la careta
No guardes la plata de tus distorsiones en la ropa interior
No guardes en el banco zapatos, medias o maletas
Hay secretarias que dicen: - los banqueros meten mano
La invención más segura es de la Abuela
Agarra un saco, haz un nudo y guárdalo debajo del colchón
Escuché que tu grupo y tú
No quieren al PCC en la fiesta del mensalão
Solo tus amigos de truco, fútbol y copa
Que te llenan de habeas corpus a cambio de avión
Diles cuando despeguen
Que no me dejen solo en la sala de espera
Porque no puedo molestarme por la mordida
Esta vez perdonaré, no saben quién soy
En tus fiestas con Moet Chandon
Caviar, filete, salmón, langosta y camarones
Solo queda masa empapada de caña
Tu pizza nunca se cocina, la masa va al basurero
Ay Doña Mordida, tú no bailas
Pero haces bailar al pueblo
Ay Doña Mordida
Solo bailas cuando el pueblo se resbala.
Escrita por: Guil Barbosa