395px

Río Itapecuru

Guil Barbosa

Rio Itapecuru

Eu vou pedir para o divino
Não descuidar do destino
Do meu Itapicuru
Ele é despretensioso
Mata a sede do povo
Da vida aos saguirus

Suas águas cristalinas
Fertilizam às campinas
Molham minha plantação
Os homens cheios de maldade
Dele não tem piedade
Causam-lhe destruição

Meu rio para eu não chorar
Corra, se esconda no mar
Suma nesta imensidão
Jamais quero ver você
Morto igual ao Tietê
Potrificado no chão

Oh, meu Senhor do Bonfim
Interceda a Deus por mim
Os rios são como crianças
Se um dia meu rio morrer
Senhor, você pode crer
Morre também minha infância

Río Itapecuru

Voy a pedir al divino
Que no descuide el destino
De mi Itapecuru
Él es modesto
Satisface la sed del pueblo
Da vida a los saguis

Sus aguas cristalinas
Fertilizan los campos
Riegan mi plantación
Los hombres llenos de maldad
No tienen piedad de él
Le causan destrucción

Mi río, para que no llore
Corre, escóndete en el mar
Desaparece en esta inmensidad
Jamás quiero verte
Muerto como el Tietê
Petrificado en el suelo

Oh, mi Señor del Bonfim
Intercede a Dios por mí
Los ríos son como niños
Si un día mi río muere
Señor, puedes creer
Muere también mi infancia

Escrita por: Guil Barbosa