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El Marco del Cuadro Robado

Guilherme Arantes

Moldura do Quadro Roubado

Faz-de-conta que eu não sei
Que o mundo está na ( imunda) mão
Da quadrilha de gravata
Que me me assalta um terço todo mês
Faz de conta que eu pensei
que era fácil prosperar (crescer)
Sem vender a minha alma ao lobo
E ser cordeiro de uma vez...

E onde foi que eu li
Que era cor-de-rosa
Que era só rezar
Pra Ele ouvir ?

Mil promessas de eleição
A favela então cresceu, explodiu...
A escola não ensinou, e faliu,
E no hospital a humilhação
Que o povo acreditou
Na voz rouca do pastor (doutor)
...e acredita em qualquer pai/
que venda o seu baú da felicidade...

E onde foi que eu li
que era cor de rosa
que era só rezar
pra ele ouvir

E na América Latina ecoou/
Um só pranto

El Marco del Cuadro Robado

Haz de cuenta que no sé
Que el mundo está en la (maldita) mano
De la pandilla de corbata
Que me asalta un tercio cada mes
Haz de cuenta que pensé
que era fácil prosperar (crecer)
Sin vender mi alma al lobo
Y ser cordero de una vez...

Y dónde leí
Que era color de rosa
Que solo había que rezar
Para que Él escuchara?

Mil promesas de elección
La favela entonces creció, explotó...
La escuela no enseñó, y quebró,
Y en el hospital la humillación
Que el pueblo creyó
En la voz ronca del pastor (doctor)
...y cree en cualquier padre/
que venda su tesoro de la felicidad...

Y dónde leí
que era color de rosa
que solo había que rezar
para que él escuchara

Y en América Latina resonó/
Un solo llanto

Escrita por: Guilherme Arantes