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Desinteresado

Guilherme Azevedo

Blasé

De olhos fechados eu não ouço nada.
De ouvido aberto eu te enxergo inteiro.
Aonde foi que nos perdemos?
Quem foi que se escondeu primeiro?
Quem foi que disse que daria certo?
Por que que a gente escutou?
O nosso mundo é pra sempre nosso.
Mas acho que ele acabou.

Eu dou as cartas, sempre mudo os planos.
Imperativo e blasé.
E me encarrego de abafar os danos.
Eu nunca penso em você.
Eu dou as cartas, sempre mudo os planos.
Imperativo e blasé.
Por mais que negue todos esses anos,
Eu não sou bom pra você.

Confesso que eu falo merda mesmo.
Mas é que tenho estado muito mal.
Você pagando um preço absurdo
Eu condenando a nossa rotina ao caos.
Eu to sentindo que é tudo à toa.
Quem é que eu to querendo enganar?
Você era a minha parte boa.
Talvez eu não sirva pra amar.

Eu dou as cartas, sempre mudo os planos.
Imperativo e blasé.
E me encarrego de abafar os danos.
Eu nunca penso em você.
Eu dou as cartas, sempre mudo os planos.
Imperativo e blasé.
Por mais que negue todos esses anos,
Eu não sou bom pra você.

Então, perdoa por ser tão nojento?
Perdoa por me nos martirizar?
Deixa eu poupar futuros sofrimentos e ir embora.

Desinteresado

Con los ojos cerrados no escucho nada.
Con los oídos abiertos te veo por completo.
¿Dónde nos perdimos?
¿Quién se escondió primero?
¿Quién dijo que funcionaría?
¿Por qué escuchamos?
Nuestro mundo es para siempre nuestro.
Pero creo que ha terminado.

Yo doy las cartas, siempre cambio los planes.
Imperativo y desinteresado.
Me encargo de ocultar los daños.
Nunca pienso en ti.
Yo doy las cartas, siempre cambio los planes.
Imperativo y desinteresado.
Aunque lo niegue todos estos años,
No soy bueno para ti.

Confieso que hablo mierda.
Pero es que he estado muy mal.
Tú pagando un precio absurdo,
Yo condenando nuestra rutina al caos.
Siento que todo es en vano.
¿A quién quiero engañar?
Tú eras mi parte buena.
Quizás no sirvo para amar.

Yo doy las cartas, siempre cambio los planes.
Imperativo y desinteresado.
Me encargo de ocultar los daños.
Nunca pienso en ti.
Yo doy las cartas, siempre cambio los planes.
Imperativo y desinteresado.
Aunque lo niegue todos estos años,
No soy bueno para ti.

¿Entonces, perdona por ser tan asqueroso?
¿Perdona por martirizarnos?
Déjame evitar futuros sufrimientos y marcharme.

Escrita por: Guilherme Azevedo