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Estrés en exceso

Guilherme Capellini

Estresse Em Excesso

Estresse em excesso
Meu corpo lateja inteiro
Eu não consigo ficar mais aqui, no escuro
Na merda, dentro do bueiro
Quero que o mundo saiba quem eu sou!
Olha onde o menino pobre chegou!

Quem criticou? Se calou quando viu!
Sente o arrepio, vê quem sucumbiu
Sentado aqui, eu te conto uma história
Como chorão, vivo lutas e glórias
Você implora perdão pelos erros
Mas daqui a pouco comete os mesmos!

Eu já cansei de entrar pra brincar
Puberdade é pra quem não tem pelo no saco
Fodam-se as joias, tô sem conteúdo
Foda-se o dinheiro desses otários
Quero falar sobre mim pra você
Mas eu não quero inflar o meu ego

Pensa duas vezes pra não tropeçar
Não nasci ontem e também não sou cego
Eu não sou prego pra me martelar
Martirizar? É o cacete, viado!
Pega esse prego, e pega o martelo
E faz uma bela obra no teu rabo!

Eu não entendia o que os caras rimavam
Até um tempo atrás, eu achava eles loucos
Mas foi aí que eu notei e então vi
Que na real, eu que era tão pouco
Vejo uns porcos na rua comigo
Não tenho amigos, já disse e repito

Andando a sós, na madruga do centro
Reflito, e me sinto com medo e aflito
Penso que um cara vai pôr uma arma
Na minha cabeça e vai me matar
Mas lá no fundo se ele fizer isso
Só vou agradecer e pedir pra enterrar

Quero enterrar minha mão na sua cara
E botar todo ódio que eu sinto pra fora
O que acontece antes? Eu não sei!
Mas o que vier, depois é história
Essa é a terceira do primeiro álbum
Mas eu já me sinto tipo um veterano

Boto na frente qualquer obstáculo
Não tenho medo, prazer, Cristiano!
Passam-se os anos, mas nada mudou
Eu continuo mais pobre que nunca
Deus me avisa, mas eu sou teimoso
Depois ele fala : "Você não me escuta."

Cês quer refrão? Mas por que que vocês querem?
Se acostumaram com a poluição
A vida me mostra o caminho correto
Mas eu contínuo indo na contramão
Só quero um teto
E luto, pra pôr um dinheiro na mesa

Fodam-se essas vadias imundas!
Quero arroz e não a sobremesa
Chega uma hora que nada te fere
E parece que nada te faz ficar triste
E se a caso eu sentir que eu tô?
Pego a caneta e solto meus beats!

Nunca acredite em ninguém, não confie
Revide sempre que atacarem você
Eu já levei tanta surra da vida
Que hoje minhas quedas me fazem crescer
Sempre caminho, pra amadurecer
Sempre agradeço, o amanhecer

Eu nunca paro, eu vou me mexer
Sempre vou buscar algo, eu garanto a você
Hoje talvez ninguém vai perceber
Abandonei a zona de conforto
Diferente desses parasitas
Que ainda respiram, mas já estão mortos

Hoje eu me sinto mais leve e solto
Já não me importo se me chamam de louco
Eu botei tanto minha alma na letra
Que agora essa porra já me deixou rouco

Estrés en exceso

Estrés en exceso
Mi cuerpo latea entero
No puedo quedarme más aquí, en la oscuridad
En la mierda, dentro del alcantarillado
¡Quiero que el mundo sepa quién soy!
¡Mira hasta dónde llegó el niño pobre!

¿Quién criticó? ¡Se calló al ver!
Siente el escalofrío, ve quién sucumbió
Sentado aquí, te cuento una historia
Como llorón, vivo luchas y glorias
Imploras perdón por los errores
¡Pero enseguida cometes los mismos!

Ya me cansé de entrar a jugar
La pubertad es para los que no tienen pelos en los huevos
Que se jodan las joyas, estoy sin contenido
Que se joda el dinero de esos idiotas
Quiero hablar de mí contigo
Pero no quiero inflar mi ego

Piensa dos veces para no tropezar
No nací ayer y tampoco soy ciego
No soy un clavo para martillarme
¿Martirizarme? ¡Es una mierda, marica!
Toma ese clavo, y toma el martillo
¡Y haz una buena obra en tu trasero!

No entendía lo que los tipos rimaban
Hasta hace poco, pensaba que estaban locos
Pero fue entonces que noté y vi
Que en realidad, yo era tan poco
Veo unos cerdos en la calle conmigo
No tengo amigos, ya lo dije y lo repito

Caminando solo, en la madrugada del centro
Reflexiono, y me siento con miedo y afligido
Pienso que un tipo va a poner un arma
En mi cabeza y me va a matar
Pero en el fondo si lo hace
Solo agradeceré y pediré que me entierren

Quiero enterrar mi mano en tu cara
Y sacar todo el odio que siento
¿Qué sucede antes? ¡No sé!
Pero lo que venga, después es historia
Esta es la tercera del primer álbum
Pero ya me siento como un veterano

Pongo delante cualquier obstáculo
¡No tengo miedo, gusto, Cristiano!
Pasaron los años, pero nada cambió
Sigo más pobre que nunca
Dios me avisa, pero soy terco
Luego él dice: 'No me escuchas.'

¿Quieren estribillo? ¿Pero por qué lo quieren?
Se acostumbraron a la contaminación
La vida me muestra el camino correcto
Pero sigo yendo en sentido contrario
Solo quiero un techo
Y lucho, para poner dinero en la mesa

¡Que se jodan esas putas inmundas!
Quiero arroz y no el postre
Llega un momento en que nada te hiere
Y parece que nada te entristece
¿Y si acaso siento que estoy?
¡Cojo la pluma y suelto mis beats!

Nunca creas en nadie, no confíes
Siempre contraataca cuando te ataquen
He recibido tantos golpes de la vida
Que hoy mis caídas me hacen crecer
Siempre camino, para madurar
Siempre agradezco, el amanecer

Nunca paro, me moveré
Siempre buscaré algo, te lo garantizo
Hoy tal vez nadie lo note
Abandoné la zona de confort
Diferente a esos parásitos
Que aún respiran, pero ya están muertos

Hoy me siento más ligero y suelto
Ya no me importa si me llaman loco
Puse tanto mi alma en la letra
Que ahora esta mierda ya me dejó ronco

Escrita por: Guilherme Capellini