São Saruê
Quem, pirilampo, vaga-lume
Vem surgindo do negrume
Da noite do outro eu?
Depois que a cerca foi pros ares
Transbordaram os sete mares
E eu desapareceu
De mim mesmo um náufrago
Adeus rocinha!
Chegou a hora da gente não ser
Meu ser tão suposto é de farinha
Da mesma que você
Da mesma que você
Da mesma que você
Viu como brilha a poeira
Ao redor da cumeeira
Do ramo do cipó-pau?
É prana, é Osana, é cardume
Espectral, gama, lume
Prisma, espírito, sinal
Aurora benfazeja propicia anima
A cristalina cera fina do ser
Afunda e sublima Orfeu e a lira
Estreptococos, Lautrèamont, São Saruê
Estreptococos, Lautrèamont, São Saruê
Estreptococos, Lautrèamont, São Saruê
Estreptococos, Lautrèamont, São Saruê
São Saruê
¿Quién, luciérnaga, fuego fatuo?
Viene surgiendo de la oscuridad
De la noche del otro yo?
Después que la cerca se fue al aire
Desbordaron los siete mares
Y yo desaparecí
De mí mismo un náufrago
¡Adiós, rocinha!
Llegó la hora de que no seamos
Mi ser tan supuesto es de harina
De la misma que tú
De la misma que tú
De la misma que tú
¿Viste cómo brilla el polvo
Alrededor de la cumbrera
Del tronco del bejuco?
Es prana, es Osana, es cardumen
Espectral, gama, luz
Prisma, espíritu, señal
Aurora benéfica propicia anima
La cristalina cera fina del ser
Se hunde y sublima Orfeo y la lira
Estreptococos, Lautréamont, São Saruê
Estreptococos, Lautréamont, São Saruê
Estreptococos, Lautréamont, São Saruê
Estreptococos, Lautréamont, São Saruê