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Mea Culpa

Guilherme Eddino

Mea Culpa

Essa culpa que me vem desde que eu te aprisionei
Trouxe junto aquela dor que, de onde vem, não sei
Essa culpa que me vem desde que eu te aprisionei
Trouxe junto aquela dor que, de onde vem, não sei

Você veio sem surpresa, um brinquedo sem razão
Logo veio essa certeza que me toca o coração
Os seus olhos só brilhavam contra o sol da tarde azul
Mas a noite te acordava se eu não apagava a luz

Essa culpa que me vem desde que eu te aprisionei
Trouxe junto aquela dor que, de onde vem, não sei
Essa culpa que me vem desde que eu te aprisionei
Trouxe junto aquela dor que, de onde vem, não sei

Todo dia a sinfonia não parava até o luar
Logo mais raiava o dia pra outra trilha começar
E numa manhã de sempre, o silêncio se instalou
Asas já não mais batiam, olho negro se fechou

Essa culpa que me vem desde que eu te aprisionei
Trouxe junto aquela dor que, de onde vem, não sei
Essa culpa que me vem desde que eu te aprisionei
Trouxe junto aquela dor que, de onde vem, não sei

Sua pena, sem o vento, foi virando só raiz
E a voz que era lamento, de repente foi feliz
A raiz daquele tempo, eu sei, não tarda a brotar
A raiz de uma canção que eu nunca vou saber cantar

Essa culpa que me vem desde que eu te aprisionei
Vem ao lado da saudade das canções que eu já cantei
Essa culpa que me vem desde que eu te aprisionei
Vem ao lado da saudade das canções que eu já cantei

Mea Culpa

Esta culpa que me viene desde que te aprisioné
Trajo consigo ese dolor que, de dónde viene, no sé
Esta culpa que me viene desde que te aprisioné
Trajo consigo ese dolor que, de dónde viene, no sé

Viniste sin sorpresa, un juguete sin razón
Pronto vino esa certeza que me toca el corazón
Tus ojos solo brillaban contra el sol de la tarde azul
Pero la noche te despertaba si no apagaba la luz

Esta culpa que me viene desde que te aprisioné
Trajo consigo ese dolor que, de dónde viene, no sé
Esta culpa que me viene desde que te aprisioné
Trajo consigo ese dolor que, de dónde viene, no sé

Cada día la sinfonía no paraba hasta la luna
Pronto amanecía el día para empezar otro camino
Y en una mañana de siempre, el silencio se instaló
Las alas ya no batían, el ojo negro se cerró

Esta culpa que me viene desde que te aprisioné
Trajo consigo ese dolor que, de dónde viene, no sé
Esta culpa que me viene desde que te aprisioné
Trajo consigo ese dolor que, de dónde viene, no sé

Tu pena, sin el viento, se convirtió solo en raíz
Y la voz que era lamento, de repente fue feliz
La raíz de aquel tiempo, sé que no tardará en brotar
La raíz de una canción que nunca sabré cantar

Esta culpa que me viene desde que te aprisioné
Viene junto a la añoranza de las canciones que ya canté
Esta culpa que me viene desde que te aprisioné
Viene junto a la añoranza de las canciones que ya canté

Escrita por: Guilherme Eddino