Tá Tirando
Bandido de gravata qual é tá tirando?
Tá, tá tirando, tá, ta tirando
Gambé dando porrada qual é tá tirando?
Tá, tá tirando tá, tá tirando
Periferia respeito e humildade
Amor no coração miséria e massacre
Os loko de gravata lá chei de regalia
Mansão e apartamento carrão e motorista
Nas vilas, nos bairros barracos amontoados
Protesto é o que falam sou Rapper e não otário
Se eu voto no cara dou a ele permissão
De aprova a lei que humilha os ladrão
Ser humano não é cão pra ser enxotado
Na verdade nem cão deve ser espancado
O mundo é uma bomba preciso ser amado
Más me sinto roubado ninguém que ser tirado
Toda vez mesma tecla ou sistema
Que rouba, que mata, algema e condena
O safado se aposenta antes do cinquenta
Não fez nada é sempre a mesma cena
A denúncia tá feita esse era o plano
Protestos nos versos o gravata tá tirando
Bandido de gravata qual é tá tirando?
Tá, tá tirando, tá, ta tirando
Gambé dando porrada qual é tá tirando?
Tá, tá tirando tá, tá tirando
Sentia aí véi a pressão, o racismo a discriminação
Sou neguin moro na quebrada uso bermudão, boné
E peito a esparrada eu e meus comparsa só na alegria
De boa na quebrada pelando as doninha
Adivinha quem passou pela rua de vagar
Era um carro enfeitado com luzinha e pá
Foi só olha freou e deu a ré, abusou da autoridade
Palavrão e ponta pé, me chamou de ladrão
E levou o meu dinheiro, a que ponto nós chegamos
Eaê parceiro, abafa o caso mete um processo
Mexe com advogado, juiz e todo o resto
Ser feito de otário pela burocracia
Engole seco ou vira terrorista
Caneta e papel na rua sou artista
Moro em planaltina é periferia por isso canto rap
Desde muleque é minha oração na função quem não deve
Ninguém merece não vou passar o pano esse é meu protesto
Os gambé tá tirando
Bandido de gravata qual é tá tirando?
Tá, tá tirando, tá, ta tirando
Gambé dando porrada qual é tá tirando?
Tá, tá tirando tá, tá tirando
Tá Tirando
Chorro de corbata, ¿qué onda estás tirando?
Sí, sí está tirando, sí, está tirando
Policía golpeando, ¿qué onda estás tirando?
Sí, sí está tirando, sí, está tirando
Periferia respeto y humildad
Amor en el corazón, miseria y masacre
Los locos de corbata allá llenos de privilegios
Mansión y apartamento, auto y chofer
En las villas, en los barrios, ranchos apilados
Protesto es lo que dicen, soy Rapero y no tonto
Si voto por el tipo le doy permiso
Para aprobar la ley que humilla a los ladrones
El ser humano no es un perro para ser echado
De hecho, ni siquiera un perro debe ser golpeado
El mundo es una bomba, necesita ser amado
Pero me siento robado, nadie quiere ser sacado
Siempre la misma tecla o sistema
Que roba, que mata, que esposas y condena
El sinvergüenza se jubila antes de los cincuenta
No hizo nada, siempre es la misma escena
La denuncia está hecha, ese era el plan
Protestos en los versos, el chorro de corbata está tirando
Chorro de corbata, ¿qué onda estás tirando?
Sí, sí está tirando, sí, está tirando
Policía golpeando, ¿qué onda estás tirando?
Sí, sí está tirando, sí, está tirando
Siento ahí, viejo, la presión, el racismo, la discriminación
Soy negro, vivo en la favela, uso shorts, gorra
Y pecho al descubierto, yo y mis compinches solo en la alegría
Tranquilo en la favela, sudando la gota gorda
Adivina quién pasó por la calle despacio
Era un auto adornado con lucecitas y todo
Solo miró, frenó y dio marcha atrás, abusó de la autoridad
Insultos y patadas, me llamó ladrón
Y se llevó mi dinero, a qué punto hemos llegado
¿Qué onda, compañero? Encubre el caso, presenta una demanda
Trata con abogados, jueces y todo lo demás
Ser tratado como tonto por la burocracia
Tragar saliva o convertirse en terrorista
Pluma y papel en la calle, soy artista
Vivo en Planaltina, es periferia, por eso canto rap
Desde chico es mi oración, en la función, quien no debe
Nadie merece, no voy a tapar el sol con un dedo, este es mi protesto
Los policías están tirando
Chorro de corbata, ¿qué onda estás tirando?
Sí, sí está tirando, sí, está tirando
Policía golpeando, ¿qué onda estás tirando?
Sí, sí está tirando, sí, está tirando