Iter Canium
Consome a alma
Dos que por ti oram
Com tua bela gravata
E teus belos sapatos
E quando de ti
Nada aguardarem
Arranque-lhes as vísceras
E quando tua seiva for escura
Afasta os fracos e mal-criados
Mate os porcos
Que ao teu lado grunhem
E em um espeto
Jogue-os ao fogo
E quando todos estiverem longe
Teu sangue endurece
Tua carne congela
Afundas em teu fim
E em pedaços
Busca teu elemento
Em meio ao retrato
Do teu desalento
Enquanto andas
Pelos caminhos
Os quais mais temias
E quando quem tu eras não esperares
Nada de quem tu és
Longe de quem tu serás
Vá embora e suma
Do teu vão espaço
Do que tomas como teu ensejo
E procura a ti mesmo
Vaga pela tua alma
Que perdeste em meio ao terreno
E o maior esforço é o maior prejuízo
E o último esforço
É toda desgraça
Iter Canium
Devora el alma
De aquellos que rezan por ti
Con tu hermosa corbata
Y tus hermosos zapatos
Y cuando de ti
Nada esperen
Arráncales las entrañas
Y cuando tu savia sea oscura
Aleja a los débiles y malcriados
Mata a los cerdos
Que gruñen a tu lado
Y en una parrilla
Álzalos al fuego
Y cuando todos estén lejos
Tu sangre se endurece
Tu carne se congela
Te hundes en tu final
Y en pedazos
Busca tu elemento
En medio del retrato
De tu desaliento
Mientras caminas
Por los caminos
Que más temías
Y cuando no esperes a quien eras
Nada de quien eres
Lejos de quien serás
Vete y desaparece
De tu vacío espacio
De lo que tomas como tu oportunidad
Y búscate a ti mismo
Vaga por tu alma
Que perdiste en medio del terreno
Y el mayor esfuerzo es la mayor pérdida
Y el último esfuerzo
Es toda desgracia
Escrita por: Gustavo Favaretto