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Moby Dick

Gustavo Firpe

Moby Dick

Era só pra ser a última vez
Que eu te olho desse jeito
Você sabe quem eu sou
E eu sei que seus cabelos já não brilham mais
Como brilhou a chama do medo que ontem nos queimou

Eu quero ser um marinheiro de verdade
Quero navegar em rumo do seu corpo tempestade
Eu sigo contra as ondas, já estou à antemão
Ontem vi você aflita, hoje escolho a direção

Mas só que eu vi antes da hora
E agora eu sei que você vai embora
Pra ninguém poder dizer que você entrou no meu navio
E partiu em busca do pior dos desafios

Ó rainha dos tumultos
Quem dera ter nem que fosse um quarto
Do seu poder, pra poder mudar
E fazer tudo de novo

Olho para fora e eu vejo tudo azul
Já não tenho a mesma pressa, vou onde o vento conduz
Hoje eu vejo minha ira, hoje eu sinto minhas veias
Peito aberto rumo à proa, sou aquele que guerreia

Mas a baleia era mais forte
E ergueu no mar o pior dos medos
Afundou meu barco
E agora eu sou um homem morto

Moby Dick

Era solo para ser la última vez
Que te miro de esta manera
Sabes quién soy
Y sé que tu cabello ya no brilla más
Como brilló la llama del miedo que ayer nos quemó

Quiero ser un marinero de verdad
Quiero navegar rumbo a tu cuerpo tormenta
Sigo contra las olas, ya estoy preparado
Ayer te vi angustiada, hoy elijo la dirección

Pero ya vi antes de tiempo
Y ahora sé que te vas
Para que nadie pueda decir que subiste a mi barco
Y partiste en busca del peor de los desafíos

Oh reina de los tumultos
Ojalá tuviera aunque sea un cuarto
De tu poder, para poder cambiar
Y hacer todo de nuevo

Miro hacia afuera y veo todo azul
Ya no tengo la misma prisa, voy donde el viento me lleve
Hoy veo mi ira, hoy siento mis venas
Pecho abierto rumbo a la proa, soy aquel que lucha

Pero la ballena era más fuerte
Y levantó en el mar el peor de los miedos
Hundió mi barco
Y ahora soy un hombre muerto

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