395px

Tierra de la Vera Cruz

Gustavo Guimarães

Terra de Vera Cruz

Velhos oceanos, áureos tempos lusitanos
Perdidas caravelas de Cabral
Na maré corrente, avistaram logo à frente
Em terra firme o Monte Pascoal

Puderam imaginar um iminente país
Na aldeia livres dos Povos Tupis
E deram a notícia ao Rei de Portugal
Que preparou uma festa colonial

Vieram missionários, bandeirantes, mercenários
Pra desbravar a Terra de Vera a Cruz
Propagar a fé, à força, ao povo intimidado
Crucificado em nome de Jesus

Oh meu Brasil, teu rumo sempre foi incerto
E até hoje ainda não foste descoberto
Oh meu Brasil, oh meu Brasil

Dourado minério reluziu em seu império
E a corte então, de perto, veio ver
Mas a tirania que embalou a monarquia
Não mostra a pintura de Debret

Sonhos insistentes em grilhões inconfidentes
Mesmo depois de tantos carnavais
E um amargo pão ainda alimenta a nossa gente
De intrigas e interesses pessoais

Oh meu Brasil, teu rumo sempre foi incerto
E até hoje ainda não foste descoberto
Oh meu Brasil, oh meu Brasil

Como justificar tanta incoerência
Não’um breve brado de independência?
Mal sabemos lidar com os erros
Do passado
E ainda navegamos enganados

Oh meu Brasil, oh meu Brasil

Tierra de la Vera Cruz

Viejos océanos, tiempos dorados lusitanos
Perdidas carabelas de Cabral
En la corriente marina, avistaron pronto adelante
En tierra firme el Monte Pascoal

Pudieron imaginar un país inminente
En la aldea libre de los Pueblos Tupis
Y dieron la noticia al Rey de Portugal
Que preparó una fiesta colonial

Vinieron misioneros, bandeirantes, mercenarios
Para desbravar la Tierra de la Vera Cruz
Propagar la fe, a la fuerza, al pueblo intimidado
Crucificado en nombre de Jesús

Oh mi Brasil, tu rumbo siempre fue incierto
Y hasta hoy aún no has sido descubierto
Oh mi Brasil, oh mi Brasil

Dorado mineral relució en su imperio
Y la corte entonces, de cerca, vino a ver
Pero la tiranía que arrulló la monarquía
No muestra la pintura de Debret

Sueños persistentes en grilletes inconfidentes
Aun después de tantos carnavales
Y un amargo pan aún alimenta a nuestra gente
De intrigas e intereses personales

Oh mi Brasil, tu rumbo siempre fue incierto
Y hasta hoy aún no has sido descubierto
Oh mi Brasil, oh mi Brasil

¿Cómo justificar tanta incoherencia?
¿No es un breve grito de independencia?
Mal sabemos lidiar con los errores
Del pasado
Y aún navegamos engañados

Oh mi Brasil, oh mi Brasil

Escrita por: Gustavo Guimarães