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Mi Frevo

Gustavo Pontual

Meu Frevo

Alguns anos no exílio tipo Caetano.
Sempre fazendo exercícios me chamem de Rocky.
Escrevo saudade porque mato de vez em quando.
Continuo fazendo o que não deve, mas pode.

Perder é bem mais fácil que achar se tu me deixou louco eu não quero me tratar.
Fujo do hospício, me enrola, me interna.
Interrompi os meus estudos só pra ir pra escola.
Tocou o som e eu fiquei no castelo
Bateu vontade de ligar, mas nem quero.
Nessa viagem fiz um poema reto.
Desculpa aí que esse é meu bolero

Esse é meu frevo.
Faço o que quero.
Tô viajando mesmo.
Esse é meu bolero.

Esse é meu frevo
Faço o que quero
Tô viajando mesmo
Esse é meu bolero

Nada aqui é sério
A vida é peso
Desde menino de dentro do berço
Aqui por inteiro quem tirou leite anotado
Esse povo entende tudo é errado

Minha memória é seletiva baby
Minha história é longa senta pra ouvir
Já vi de tudo é tudo de enfeite
Vamos pra rua que enjoei daqui
Mas se não tiver amor não tem rock
Minha literatura é marginal não é pobre
Nem sei se vai curar a dor não me cobre
Mas junta com outra coisa pode te deixar forte

Esse é meu frevo
Faço o que quero
Tô viajando mesmo
Esse é meu bolero

Esse é meu frevo
Faço o que quero
Tô viajando mesmo
Esse é meu bolero

Mi Frevo

Algunos años en el exilio al estilo de Caetano.
Siempre haciendo ejercicios llámenme Rocky.
Escribo nostalgia porque mato de vez en cuando.
Sigo haciendo lo que no debería, pero puedo.

Perder es mucho más fácil que encontrar, si me volviste loco no quiero tratarme.
Huyo del manicomio, me enreda, me interna.
Interrumpí mis estudios solo para ir a la escuela.
Sonó la música y me quedé en el castillo.
Tuve ganas de llamar, pero ni quiero.
En este viaje hice un poema directo.
Disculpa ahí, este es mi bolero.

Este es mi frevo.
Hago lo que quiero.
Estoy viajando de verdad.
Este es mi bolero.

Este es mi frevo.
Hago lo que quiero.
Estoy viajando de verdad.
Este es mi bolero.

Nada aquí es serio.
La vida es pesada.
Desde niño desde la cuna.
Aquí por completo, quien sacó leche anotada.
Esta gente entiende que todo está mal.

Mi memoria es selectiva, baby.
Mi historia es larga, siéntate a escuchar.
Ya vi de todo, todo de adorno.
Vamos a la calle, me harté de aquí.
Pero si no hay amor, no hay rock.
Mi literatura es marginal, no es pobre.
Ni sé si va a curar el dolor, no me cobres.
Pero junto con otra cosa puede fortalecerte.

Este es mi frevo.
Hago lo que quiero.
Estoy viajando de verdad.
Este es mi bolero.

Este es mi frevo.
Hago lo que quiero.
Estoy viajando de verdad.
Este es mi bolero.

Escrita por: Gustavo Pontual