Menino da Porteira & Asa Branca
Toda vez que eu viajava pela Estrada de Ouro Fino
de longe eu avistava a figura de um menino
que corria abrir a porteira e depois vinha me pedindo:
- Toque o berrante seu moço que é pra eu ficar ouvindo
Quando a boiada passava e a poeira ia baixando,
eu jogava uma moeda e ele saía pulando:
- Obrigado boiadeiro, que Deus vá lhe acompanhando
pra aquele sertão à fora meu berrante ia tocando
Quando olhei a terra ardendo
Qua fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, uai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Eu perguntei a Deus do céu, uai
Por que tamanha judiação
Niño del Portón & Ala Blanca
Cada vez que viajaba por la Carretera de Ouro Fino
a lo lejos veía la figura de un niño
que corría a abrir el portón y luego venía a pedirme:
- Toca el cuerno, señor, para que pueda escuchar
Cuando pasaba la manada y el polvo se iba asentando,
yo lanzaba una moneda y él salía saltando:
- Gracias vaquero, que Dios te acompañe
mientras mi cuerno resonaba por aquel sertón afuera
Cuando vi la tierra ardiendo
como fogata de San Juan
Le pregunté a Dios del cielo, uai
¿Por qué tanta desgracia?
Qué brasero, qué horno
Ni un pie de plantación
Por falta de agua perdí mi ganado
Murió de sed mi alazán
Por falta de agua perdí mi ganado
Murió de sed mi alazán
Le pregunté a Dios del cielo, uai
¿Por qué tanta desgracia?
Escrita por: Luiz Gonzaga, Zã© Dantas, Teddy Vieira