Xadrez
Vem jogar xadrez,
deixar mais uma vez
rolar as pedras.
Sempre o mesmo jogo,
sempre diferente,
mas as mesmas regras.
Quero ver talvez
dar um xeque-mate,
mas nenhuma parte
pode se ofender.
Quero ser banido
de todo perigo.
Quero compreender
esse jogo ateu.
Meu silêncio invade,
teu olhar não gela.
Mais calor espera
sem compreensão.
Mas paixão me toma,
junta tudo e soma
e não tem trapaça,
do chão não passa.
Ajedrez
Ven a jugar ajedrez,
dejar una vez más
rodar las piezas.
Siempre el mismo juego,
siempre diferente,
pero las mismas reglas.
Quiero ver quizás
dar un jaque mate,
pero ninguna parte
puede ofenderse.
Quiero ser desterrado
de todo peligro.
Quiero comprender
este juego ateo.
Mi silencio invade,
tu mirada no se hiela.
Más calor espera
sin comprensión.
Pero la pasión me atrapa,
reúne todo y suma
y no hay trampa,
no pasa del suelo.
Escrita por: Heitor Branquinho