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Solo Corazón

Helder de Almeida

Só Coração

Crianças vivendo em ruínas que a bomba assassina
Deixou espalhada no chão
Empunham as armas de guerra
Sem saber que o alvo é sempre o seu próprio irmão

Crianças iraquianas, afegãs, coreanas, chinesas e americanas
Libanesas, japonesas, croatas, brasileiras, angolanas
Não, elas não tem nação só coração

Crianças com corpos queimados e sonhos mutilados
Esperando a ajuda dos céus
Mas é de lá que vem a bomba buscando nas sombras
Seus inocentes réus

Crianças católicas, budistas, judaicas, espíritas, muçulmanas e hindus
Umbandistas, protestantes, anglicanas, ateístas, vudus
Não, elas não tem religião, só ilusão
Não, elas não tem nação, só coração

Crianças, filhos da morte, deixadas a sorte
Sucumbi ao poder e a ambição
Chegamos à lua, em marte, rumo ao infinito
Distante, bem longe do seu coração

Crianças socialistas, comunistas, trabalhistas ou capitalistas
Liberais, nazistas, fascistas, democratas, anarquistas

Não, elas não tem partidos, nem inimigos
Elas não religião, só ilusão
Não, elas não tem nação, só coração

Solo Corazón

Niños viviendo en ruinas que la bomba asesina
Dejó esparcida en el suelo
Empuñan las armas de guerra
Sin saber que el objetivo siempre es su propio hermano

Niños iraquíes, afganos, coreanos, chinos y americanos
Libaneses, japoneses, croatas, brasileños, angoleños
No, no tienen nación, solo corazón

Niños con cuerpos quemados y sueños mutilados
Esperando la ayuda del cielo
Pero es de allí de donde viene la bomba buscando en las sombras
A sus inocentes reos

Niños católicos, budistas, judíos, espiritistas, musulmanes e hindúes
Umbandistas, protestantes, anglicanos, ateos, vudúes
No, no tienen religión, solo ilusión
No, no tienen nación, solo corazón

Niños, hijos de la muerte, abandonados a su suerte
Sometidos al poder y la ambición
Hemos llegado a la luna, a marte, rumbo al infinito
Lejos, muy lejos de su corazón

Niños socialistas, comunistas, laboristas o capitalistas
Liberales, nazis, fascistas, demócratas, anarquistas

No, no tienen partidos, ni enemigos
No tienen religión, solo ilusión
No, no tienen nación, solo corazón

Escrita por: Helder De Almeida