395px

Giúlia

Henrique Effe

Giúlia

Porque é que é sempre assim a gente começa conversando
Se entendendo numa boa como duas pessoas normais
E numa questão de segundos tudo fica ruim demais
Transformando palavras em pedras nisso somos tão iguais
Quando brigo com você eu não durmo muito bem
Me bate um fastio, um vazio que eu não sei de onde vem

Porque é que é sempre assim a gente começa brincando
Sem maldade, à vontade como duas crianças
De uma hora pra outra o céu aos poucos vai se desabando
Se acabando como se não houvesse pra nós dois esperanças
Quando brigo com você eu não durmo muito bem
Me bate um fastio, um vazio que eu não sei de onde vem

Giúlia, oh Giúlia
Eu chego com flores e você faz questão dos espinhos
Às vezes da porta eu espero você mudar da água pra o vinho

Giúlia

Por qué siempre es así, empezamos conversando
Entendiéndonos bien como dos personas normales
Y en cuestión de segundos todo se vuelve demasiado malo
Transformando palabras en piedras, en eso somos tan iguales
Cuando peleo contigo, no duermo muy bien
Me da un fastidio, un vacío que no sé de dónde viene

Por qué siempre es así, empezamos jugando
Sin maldad, a gusto como dos niños
De repente, el cielo poco a poco se desmorona
Acabándose como si no hubiera esperanzas para nosotros dos
Cuando peleo contigo, no duermo muy bien
Me da un fastidio, un vacío que no sé de dónde viene

Giúlia, oh Giúlia
Llego con flores y tú insistes en los espinos
A veces en la puerta te espero cambiar del agua al vino

Escrita por: Henrique Effe