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Aún Jóvenes

Herdeiros

Jovens Ainda

Quem espera sempre alcança
Ou se cansa de tanto esperar
Foram tantas lágrimas
Morrerem sonhos, nasceram outros

Os meus verbos são perdidos
Mas meus amigos tinham planos
Foram tantas marcas
Marcaram rostos, não calaram bocas

Onde nós estamos?
Onde nós chegamos?
O que esperamos de nós mesmos?
Somos jovens ainda

Os monstros não existem mais
Por isso adormecemos
Envelhecemos muitos anos
E nos tornamos inimigos de nós mesmos

Não dissemos o que nos caberia dizer
E o que diria camões?
E o que plantamos nunca deveremos colher
Mas não fizemos por mal

Quem plantará nossos sonhos?
Quem colherá no final?

Aún Jóvenes

Quien espera siempre alcanza
O se cansa de tanto esperar
Fueron tantas lágrimas
Mueren sueños, nacen otros

Mis verbos están perdidos
Pero mis amigos tenían planes
Fueron tantas marcas
Marcaron rostros, no callaron bocas

¿Dónde estamos?
¿A dónde hemos llegado?
¿Qué esperamos de nosotros mismos?
Aún somos jóvenes

Los monstruos ya no existen
Por eso nos dormimos
Envejecimos muchos años
Y nos convertimos en enemigos de nosotros mismos

No dijimos lo que debíamos decir
¿Y qué diría Camões?
Y lo que sembramos nunca deberíamos cosechar
Pero no lo hicimos con maldad

¿Quién sembrará nuestros sueños?
¿Quién cosechará al final?

Escrita por: Mário Rangel