Hino de Bela Cruz
Amo-te oh minha Bela Cruz querida
Terra bendita, esplendorosa e linda
No teu regaço é mais feliz a vida
Tem mais encantos, mais amor ainda
És tão formosa, és tão gentil
És flor mimosa desse meu Brasil!
És o meu sonho, puro ideal
Doce e risonha, terra sem igual
És minha terra sempre abençoada
De Deus Supremo Criador dos mundos
A tua igreja é bela e respeitada
A elevar-se para os céus profundos
Teus carnaubais sempre verdejantes
A oscilarem ao vento brandamente
Acordam n’alma sonhos deslumbrantes
De música excelsa harmoniosamente
Em tuas belas manhãs orvalhadas
Vem te saudar a passarada em festa
Que aos primeiros clarões da alvorada
O seu concerto mavioso empresta
Tem mais fulgores o Sol que ilumina
Os nossos campos, várzeas perfumadas
Tem mais poesia na meiga Lucina
Se à noite espalha luzes prateadas
Amo-te em todos os teus habitantes
Hospitaleiros, simples, dedicados
Oferecendo aos teus visitantes
Seus nobres foros de civilizados
Amo-te oh cândida ideal princesa
No teu castelo de vegetação
Exuberante mostra a natureza
Toda opulência do nosso sertão
Himno de Bela Cruz
Amo-te, oh mi querida Bela Cruz
Tierra bendita, esplendorosa y hermosa
En tu regazo la vida es más feliz
Tiene más encantos, más amor aún
Eres tan hermosa, eres tan gentil
¡Eres flor delicada de mi Brasil!
Eres mi sueño, puro ideal
Dulce y risueña, tierra sin igual
Eres mi tierra siempre bendecida
Del Dios Supremo Creador de los mundos
Tu iglesia es bella y respetada
Elevándose hacia los cielos profundos
Tus palmares siempre verdeantes
Mecidos por el viento suavemente
Despiertan en el alma sueños deslumbrantes
De música excelsa armoniosamente
En tus hermosas mañanas rociadas
Viene a saludarte la algarabía de pájaros
Que en los primeros destellos del amanecer
Prestan su concierto melodioso
Tiene más brillo el Sol que ilumina
Nuestros campos, praderas perfumadas
Tiene más poesía la dulce Lucina
Si por la noche esparce luces plateadas
Amo a todos tus habitantes
Hospitalarios, sencillos, dedicados
Ofreciendo a tus visitantes
Sus nobles costumbres civilizadas
Amo-te, oh princesa ideal y pura
En tu castillo de vegetación
Exuberante muestra la naturaleza
Toda la opulencia de nuestro sertón
Escrita por: João Damasceno Vasconcelos / João Venceslau Araújo