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Himno de Arraias - TO

Hinos de Cidades

Hino de Arraias - TO

Arraias minha altaneira,
Idílio de amor em teu luar!
Nobre, feliz alvissareira,
Hei de rever-te, te abraçar.
És do Tocantins a jóia rara
Teu sol luzente no arrebol
Refulge em pedraria cara
O ouro fulvo do teu sol.

Arraias, és bela e sedutora,
Poema de gozo em solidão.
És simples, nobre, encantadora,
És grande de alma e coração!
Tua água, ó biquinha, benfazeja
Teu gosto é milagroso ao paladar.
Aquele que te prova só deseja
A Arraias, feliz, sempre voltar!

Arraias minha! Arraias bela!
Terra de afeto e dileção
Tu tens do jovem, da donzela,
Todo o encanto e sedução.
Sussurra a brisa bem fadada
Na mais doce vibração
Tu és uma terra encantada
De um povo hospitaleiro e irmão.

Arraias, ninguém te esquece
Tua graça, teu viço sem igual
Relembra a velha serra que parece
Um guardião a cuidar-te, paternal.
Tuas noites tão formosas celebradas
Em rodas, bacondês, ó, dias meus!
Nas noites arraianas encantadas
Nossa alma se recolhe e sobe a Deus.

Igrejinha do Rosário, ainda te vejo
Na lembrança, com saudade e ternura.
Pra mim há sempre o ensejo
De voltar à minha infância de candura.
Córrego Rico, em cujas águas tão lendárias
A lembrança do escravo se debruça,
Acalentando a velha rua solitária,
Onde a alma do passado ainda soluça.

Himno de Arraias - TO

Arraias, mi altanera,
Idilio de amor en tu luna!
Noble, feliz anunciativa,
He de volver a verte, abrazarte.
Eres la joya rara de Tocantins
Tu sol brillante en el crepúsculo
Brilla como piedras preciosas
El oro fulvo de tu sol.

Arraias, eres hermosa y seductora,
Poema de alegría en soledad.
Eres sencilla, noble, encantadora,
¡Eres grande de alma y corazón!
Tu agua, oh manantial, benéfica
Tu sabor es milagroso al paladar.
Quien te prueba solo desea
Volver siempre feliz a Arraias!

Arraias mía! Arraias hermosa!
Tierra de cariño y deleite
Tienes del joven, de la doncella,
Todo el encanto y la seducción.
Susurra la brisa bienhadada
En la más dulce vibración
Eres una tierra encantada
De un pueblo hospitalario y hermano.

Arraias, nadie te olvida
Tu gracia, tu esplendor sin igual
Recuerda la vieja sierra que parece
Un guardián cuidándote, paternal.
Tus noches tan hermosas celebradas
En rondas, bailes, ¡oh, días míos!
En las noches arraianas encantadas
Nuestra alma se recoge y asciende a Dios.

Iglesia del Rosario, aún te veo
En el recuerdo, con nostalgia y ternura.
Para mí siempre hay la oportunidad
De volver a mi infancia de candor.
Arroyo Rico, en cuyas aguas tan legendarias
El recuerdo del esclavo se inclina,
Acariciando la vieja calle solitaria,
Donde el alma del pasado aún solloza.

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