De Oppresso Liber
Apaguem as luzes
Desliguem as câmeras
E desfaçam as ações
Esse teatro de ilusões
Não vão proporcionar mais dores
Sabe aquele olhar que te rasga no meio
Prega você numa cruz
Crava uma espada no seu peito
Sabe?
Sabe aquele olhar que te olha com medo?
Nunca vai enxergar tua luz
Pois não conhece o quão belo és
Sabe aquele cara que faltou respeito?
Manda ele vir aqui na rua
Resolver do nosso jeito!
Sabe aquele dia que você deu fuga
Mesmo nada tendo feito
Simples fato de ser preto e pobre
Já tô preso nesse corpo
Até que você me prove
Igual eu tenho que provar
Que sou trabalhador
Se não eu levo uns golpe
Olha mano, você não sabe
Você não viveu desse lado
Minha mãe achou que era uma fase
Sou comunista igual ao seu Cristo
Por isso querem me ver cruscificado
Mas
Toca nessa face
Que tu vai ver um quilombola
Tocar fogo nessa farda
Nunca sentiu o peso desse fardo
Vivem num conto de fadas
Acendo as luzes
E caiam-se as máscaras
Deus, acima de tudo e de todos
Pisando nas nossas cabeças
E achando graça!
Apaguem as luzes
Desliguem as câmeras
E desfaçam as ações
Esse teatro de ilusões
Não vão proporcionar mais dores
Dores que vem e vão
Já que esse corpo é uma prisão
Ser livre é só uma sensação
De quem soube tomar a decisão, certa!
Tentar ver o lado bom
Já que o mal comigo flerta
Minha maior arma é ter a mente aberta (oh)
Tô cheio de munição (então)
Nunca subestime um poeta
Veja o quanto a arte liberta
Por isso que eles nos negam
Te dão uma má educação porque o conhecimento é a chave que abre a porta
Se querem vê revolução então
Chega logo dando um tiro na testa (porra)
Ame a sua coroa
O amor é um sentimento
Então só materialize as coisas
O céu desabou
Era só um teatro e Deus foi o diretor
Já que pra alguns é tão necessário ter um criador
Não sou o seu criado
Mas posso criar sua dor
Já que tu me fabricou
Pra fabricar os desejos do consumidor
Como você sumiu com preto infrator
Que o seu Deus te perdoe
Porque o meu
Tá doido pra te matar
Então atire a primeira pedra
Aquele que não quer pecar
Sem ter vivido e sentido na pele o peso
Desse sistema patriarcal
De Oppresso Liber
Apaguen las luces
Apaguen las cámaras
Y deshagan las acciones
Este teatro de ilusiones
No va a causar más dolores
¿Sabes esa mirada que te parte en dos?
Te clava en una cruz
Hunde una espada en tu pecho
¿Sabes?
¿Sabes esa mirada que te mira con miedo?
Nunca verá tu luz
Porque no conoce lo hermoso que eres
¿Sabes ese tipo que faltó al respeto?
Que venga aquí a la calle
¡Resolveremos a nuestra manera!
¿Recuerdas ese día que te escapaste?
Aunque no hicieras nada
Solo por ser negro y pobre
Ya estoy preso en este cuerpo
Hasta que me demuestres
Lo mismo que yo tengo que probar
Que soy trabajador
Sino me dan golpes
Mira, hermano, no sabes
No has vivido de este lado
Mi madre pensó que era una fase
Soy comunista como tu Cristo
Por eso quieren verme crucificado
Pero
Toca esta cara
Y verás a un quilombola
Incendiar este uniforme
Nunca has sentido el peso de esta carga
Viven en un cuento de hadas
Enciendo las luces
Y caen las máscaras
Dios, por encima de todo y de todos
Pisando nuestras cabezas
Y riéndose
Apaguen las luces
Apaguen las cámaras
Y deshagan las acciones
Este teatro de ilusiones
No va a causar más dolores
Dolores que van y vienen
Ya que este cuerpo es una prisión
Ser libre es solo una sensación
De quien supo tomar la decisión correcta
Intenta ver el lado bueno
Ya que el mal coquetea conmigo
Mi mayor arma es tener la mente abierta (oh)
Estoy lleno de municiones (entonces)
Nunca subestimes a un poeta
Mira cuánto libera el arte
Por eso nos niegan
Te dan una mala educación porque el conocimiento es la llave que abre la puerta
Si quieren ver revolución entonces
Llega y dispara en la frente (maldición)
Ama a tu corona
El amor es un sentimiento
Así que materializa las cosas
El cielo se derrumbó
Era solo un teatro y Dios fue el director
Ya que para algunos es tan necesario tener un creador
No soy tu criado
Pero puedo crear tu dolor
Ya que me fabricaste
Para fabricar los deseos del consumidor
¿Cómo hiciste desaparecer al negro delincuente?
Que tu Dios te perdone
Porque el mío
Está loco por matarte
Así que tira la primera piedra
Aquel que no quiera pecar
Sin haber vivido y sentido en su piel el peso
De este sistema patriarcal