Me vejo
Não levou meia hora, fez-se luz.
No mesmo tempo em que eu via minha palidez agir.
Seria até curioso, tento não pensar mais assim.
Só ouvir, não falar, não direcionar.
A queda não termina no chão.
Chutar os cascalhos, somar ao cenário.
Estático.
Eu que não me vejo
Já não sou mais.
Eu que já não sou
Não me vêem há um tempo atrás.
A mosca que assustou zumbiu e não sorriu.
O vento que afastou surgiu, mas já partiu.
E só bastava escolher o timbre certo.
Ajustar a sua garganta e voltar a ter cor.
Só bastava escolher a sua trilha.
Escolher a sua música.
Eu que não me vejo já não sou mais.
Eu que já não sou não me vejo nunca mais
No me reconozco
No pasó ni media hora, se hizo la luz.
Al mismo tiempo que veía mi palidez actuar.
Sería hasta curioso, trato de no pensar así.
Solo escuchar, no hablar, no dirigir.
La caída no termina en el suelo.
Patear las piedras, sumar al escenario.
Estático.
Yo que no me reconozco
Ya no soy más.
Yo que ya no soy
No me ven desde hace un tiempo atrás.
La mosca que asustó zumbó y no sonrió.
El viento que alejó surgió, pero ya se fue.
Y solo bastaba elegir el tono correcto.
Ajustar tu garganta y volver a tener color.
Solo bastaba elegir tu camino.
Elegir tu música.
Yo que no me reconozco ya no soy más.
Yo que ya no soy no me reconozco nunca más
Escrita por: Augusto Quijano