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Criola Gafieira Tamborzão

Humberto Araújo

Criola Gafieira Tamborzão

Mexe mina
Do jeito que só você faz
Saca e mira
Assim vai subindo a pressão
Passa e vira
Olhar de quem bota rapaz
Na fogueira
Rebola, provoca até santo
Assobia
Baranga se morde, se mata
Pudera
Teu corpo é uma coisa exata

De curvas Oscar Niemeyer
Levita, que linda!, do chão
Que ginga de corpo que nada
Parece que não tem ossada
Suingue, é malícia e tesão
Sacode, levanta a poeira!

De um jeito que só você faz
Macumbeira
No ritmo do tamborzão
Gafieira
Entrando na dança ela vai
Na portela
(Volta) um chope pra mim, seu garçom
E um pra ela
Será que não cansa
De tanta beleza

Seu rosto é uma coisa perfeita
Princesa conto de fadas
Se é sonho eu não quero acordar
Será que foi feita à caneta?
A pele pintada de preta
A nega não pode escapar
Iao
É hoje que eu vou querer
Você vai me conhecer
Crioula baixou no salão
Eô
Eu vou te tirar pra dançar
Você vai se acabar
Crioula, balanço negão

Criola Gafieira Tamborzão

Mueve nena
Como solo tú sabes hacer
Saca y apunta
Así va subiendo la presión
Pasa y gira
Mirada de quien pone a los chicos
En la hoguera
Rebola, provoca hasta al santo
Silba
La fea se muerde, se mata
Qué más quisiera
Tu cuerpo es algo exacto

De curvas Oscar Niemeyer
Levita, ¡qué hermosa!, del suelo
Qué ritmo de cuerpo que nada
Parece que no tiene huesos
Swing, es malicia y pasión
¡Sacude, levanta el polvo!

De la forma en que solo tú lo haces
Bruja
Al ritmo del tamborzão
Gafieira
Entrando en la danza ella va
En la portela
(Vuelve) una cerveza para mí, camarero
Y una para ella
¿No se cansa
De tanta belleza?

Tu rostro es algo perfecto
Princesa de cuento de hadas
Si es un sueño, no quiero despertar
¿Será que fue hecha a bolígrafo?
La piel pintada de negra
La negra no puede escapar
Iao
Hoy es el día que quiero
Que me conozcas
Criolla bajó al salón
Eô
Te sacaré a bailar
Te vas a descontrolar
Criolla, balanceo negrón

Escrita por: Gabriel Moura / Humberto Araújo