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En Nuestra Ciudad

Humberto Barros

Na Nossa Cidade

Tudo que você precisa agora é ter calma.
Tudo o que eu lamento é que o meu medo não salva.

A poeira da cidade insiste em impregnar as nossas
Almas.

A vontade do gatilho é traçar o meu destino
E aqui neste instante a minha, é traçar o seu.

Eu conheço a sua cara,
Você conhece a minha cara,
E eu preferia viver.

Eu calado estarrecido,
Você travado e convencido,
Hoje é dia de rei.

O calor sobe do asfalto e o mormaço afaga,
Tirando pela sua cara : é chegada a hora
Mas a hora eu que sei.
Você é o dono do ódio e eu também.

As nuvens desabam nas nossas cabeças que estão
Desaparecendo debaixo do chão.
Quem morre, quem mata e quem não.
Os anos não trazem mais boas notícias e então
Agente se engole, irmão contra irmão
Na nossa cidade em vão.

Do outro lado da arma existe um porque ...não
Aqui do meu lado da arma existe um porque ...sim

Tanto que a bala ultrapassa,
É o tanto que para quem assiste
É indiferente.

Eu já não sinto mais nada
E você é só a gargalhada
Cheia de dentes.

O calor sobe do asfalto e o mormaço afaga,
Tirando pela sua cara: é chegada a hora
Mas a hora eu que sei.
Você é o dono do ódio e eu também.

En Nuestra Ciudad

Todo lo que necesitas ahora es tener calma.
Todo lo que lamento es que mi miedo no salva.

El polvo de la ciudad insiste en impregnar nuestras
Almas.

La voluntad del gatillo es trazar mi destino
Y aquí en este instante, el mío es trazar el tuyo.

Conozco tu rostro,
Conoces mi rostro,
Y preferiría vivir.

Yo callado y atónito,
Tú paralizado y convencido,
Hoy es día de rey.

El calor sube del asfalto y el bochorno acaricia,
Viendo por tu rostro: ha llegado la hora
Pero la hora la sé yo.
Tú eres el dueño del odio y yo también.

Las nubes se desploman sobre nuestras cabezas que están
Desapareciendo bajo el suelo.
Quién muere, quién mata y quién no.
Los años ya no traen buenas noticias y entonces
Nos tragamos, hermano contra hermano
En nuestra ciudad en vano.

Del otro lado del arma hay un porqué... no
Aquí a mi lado del arma hay un porqué... sí

Tanto que la bala atraviesa,
Es tanto que para quien observa
Es indiferente.

Ya no siento nada
Y tú eres solo la carcajada
Llena de dientes.

El calor sube del asfalto y el bochorno acaricia,
Viendo por tu rostro: ha llegado la hora
Pero la hora la sé yo.
Tú eres el dueño del odio y yo también.

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