São João de Outrora
Cadê aquele sanfoneiro
Que tocava um forró de pé de serra
Cadê aquela zabumba e aquele triângulo
Que animava a festa
Hoje quase a gente não ver mais
Fogueira acesa no terreiro
As bandas de pífanos e os batalhões
De bacarmateiros
Sinto saudade da asa Branca e do Açu preto
Da sala de reboco e dos festejos
De Luiz Gonzaga e os forrós na luz do candeeiro
Ainda me lembro das meninas da Ribeira
Fazendo promessa pra se casar
São João é aquele
Que infelizmente não vai mais voltar
Eu sinto saudade de luz
Porque ainda gosto de dançar
Um forrozinho de pé de serra
Da aqueles que a gente fica
Até o dia Clariar
São João de Antaño
¿Dónde está ese acordeonista
Que tocaba un forró de la sierra
¿Dónde está ese tambor y ese triángulo
Que animaban la fiesta
Hoy casi no vemos más
La fogata encendida en el patio
Las bandas de flautines y los grupos
De bebedores de cachaça
Extraño la Asa Branca y el Açu negro
El salón de estuco y las celebraciones
De Luiz Gonzaga y los forrós a la luz del candil
Todavía recuerdo a las chicas de la Ribeira
Haciendo promesas para casarse
San Juan es aquel
Que lamentablemente ya no volverá
Echo de menos la luz
Porque aún me gusta bailar
Un forró de la sierra
De esos que uno se queda
Hasta que amanezca
Escrita por: Humberto Bonny