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No te metas conmigo

Iago Marcelino

Não Ameixa Comigo

Não ameixa comigo
Eu não lhe dou ouvidos
Pera aí um instante
Seu grilo falante
Açaí da pra fora
E logo ali
Jaca acabou sua cota
Jaca acabou seu pequi

Você não me irrite
Não me dá gastroenterite
É carambola pra frente
Você me deixa doente
Cheio de jenipapo
Você é pinho encravado
Figo louco de raiva
Te dou um mamão papaia

Toma vergonha na cara
Pum engarrafado, enxaropado, põe de lado esse gosto de magno pirol

Eu vou pro Pará
Comer a castanha de lá
Bem longe de você
Eu kiwi viver
O seu crime é Graviola
Não me amora
Me Lima da sua vida
Chato de uma figa

Caqui não tem pra ninguém
Nem vem que não tem
Não se meta a besta
Você não enche a cesta
Se a uva passa você já passou
Minha paciência jabutiacabou

Pêssego, noz mascada, banana amassada
Maçã do desamor, me polpa desse horror
Vitamina de inveja, sua alma é lata velha
Mingal de aveia
Abacaxi que coisa feia

No te metas conmigo

No te metas conmigo
No te hago caso
Espera un momento
Tu conciencia parlante
El açaí se acabó
Y justo allí
Se acabó tu cuota de jaca
Se acabó tu pequi

No me irrites
No me des gastroenteritis
Es carambola hacia adelante
Me pones enfermo
Lleno de jenipapo
Eres un pino clavado
Higo loco de rabia
Te doy un mamón papaya

Ponte vergonzoso
Pedo embotellado, jarabeado, deja de lado ese sabor a magnesio piról

Me voy a Pará
A comer las castañas de allá
Bien lejos de ti
Quiero vivir tranquilo
Tu crimen es la guanábana
No me enamores
Límpiame de tu vida
Molesto hasta la médula

El caqui no tiene rival
No te hagas ilusiones
No te hagas el tonto
No llenas la canasta
Si la uva pasa, tú ya pasaste
Mi paciencia se acabó

Durazno, nuez mordida, plátano aplastado
Manzana del desamor, sálvame de este horror
Batido de envidia, tu alma es chatarra
Avena cocida
Piña, qué cosa más fea

Escrita por: Iago Marcelino