ROSA 2
(Isso é só pra maiores, tendeu?)
(Isso é Belo Horizonte, Gyylo, Iann)
(Você já tá sabendo, isso é Elleven porra)
(Eu ainda quero a rosa mais linda que houver tá ligado?)
(O bagulho é doido, poucas ideia, tendeu? Caralho)
As rosas nunca falaram
Como vou culpar o vento pela bagunça
Se fui eu que deixei a janela aberta
Pétalas na cama, orgasmos em falta
Tipo, talvez não tava na hora certa
E eu tô me encontrando em almas
Que eu nunca me imaginei
Que se sai da boca dela
Ouço até o que eu já sei
Que se for pra te beijar
Eu contento se for te ter
Morando no seu peito
Hoje eu aprendo a não te perder
Me sentindo falta de quem sempre esteve presente
Quem tava quando eu perdi meu primeiro dente?
Tipo quando eu queimei
Brincando com ferro quente
Mãe, me desculpa por ser inconsequente
É que cê criou um filho destinado a arte
Sem destinar a arte
Juro que sempre vou te entender
Faz parte, espero poder te ver tão breve
Nunca tão tarde
Nas ruas de BH esperando aquele cabelo de fogo
Apaixonado nas esquinas do seu top novo
E se eu cair na sua procura eu vou tentar de novo
E se tu vira as costas eu sumo tipo um sopro
Sabe, eu não ligo
Se eu aparento ou deixo de ser
Ando tão preocupado pensando no que vou fazer
Amor é fogo, arde sem conseguir se ver
Homicídio ou suicídio: Isso não passa na TV
(Outra vez, com as esperanças do meu coração)
(Pois já vai terminando o verão)
(Enfim, volto ao jardim)
(Com a certeza que devo chorar, pois bem sei que não queres voltar para mim)
(Queixo-me as rosas, mas que bobagem)
(As rosas não falam, simplesmente as rosas exalam)
(O perfume que roubam de ti)
(Devias vir, para ver os meus olhos tristonhos)
(E, quem sabes, sonhavas meus sonhos)
Gyylo
Mesmo vivendo na calada
Eu entendo suas dores
Trocando palavras por sorrisos bem mais sinceros
Pude ter a chance de falar contigo aquela noite
Gritando alto
Mas sempre com meus ouvidos atentos
Sua companhia foi tem anos e deixou saudades
O vó, como eu sinto tanto sua falta
Se cê pudesse me ver hoje ia ter tanto orgulho
Veria seu neto maluco salvando outras almas
Brincava na varanda
Juntava os netos da bagunça
Passava sufoco
Era das 7 até a meia-noite fazendo barulho
Os vizinhos não suportavam e você nos dava apoio
Não abaixava a cabeça pra porra nenhuma
Talvez por isso a minha coroa é mais direta
Cê criou uma rosa linda rodeada de fogo
Tão delicada, que suas palavras machucam suas pétalas
Coisas que cê já sabe
Eu tô cansado de falar, mas cê nunca me ouve
Cabeça dura pra caralho
Mas te amo tanto
Mesmo fedendo a pecado, me abrace hoje?
Ou me deixe sofrendo
Eu tento de entender, mas eu não compreendo
Lágrimas dentro de um copo viram tempestade
Pra mim, curar é só um trago em meio ao silêncio
ROSA 2
(Esto es solo para mayores, ¿entendiste?)
(Esto es Belo Horizonte, Gyylo, Iann)
(Ya lo sabes, esto es Elleven, cabrón)
(Aún quiero la rosa más linda que haya, ¿me entiendes?)
(El asunto está loco, pocas ideas, ¿entendiste? Cabrón)
Las rosas nunca hablaron
¿Cómo voy a culpar al viento por el desmadre?
Si fui yo quien dejó la ventana abierta
Pétalos en la cama, orgasmos en falta
Quizás, tal vez no era el momento adecuado
Y me estoy encontrando en almas
Que nunca imaginé
Que si sale de su boca
Escucho hasta lo que ya sé
Que si es para besarte
Me conformo con tenerte
Viviendo en tu pecho
Hoy aprendo a no perderte
Extrañando a quien siempre estuvo presente
¿Quién estaba cuando perdí mi primer diente?
Como cuando me quemé
Jugando con fierro caliente
Mamá, perdóname por ser inconsciente
Es que tú criaste un hijo destinado al arte
Sin destinar el arte
Juro que siempre te voy a entender
Es parte, espero poder verte pronto
Nunca es tan tarde
En las calles de BH esperando ese cabello de fuego
Enamorado en las esquinas de tu nuevo top
Y si caigo en tu búsqueda, lo intentaré de nuevo
Y si tú me das la espalda, desaparezco como un soplo
Sabes, no me importa
Si aparento o dejo de ser
Ando tan preocupado pensando en qué voy a hacer
El amor es fuego, arde sin poder verse
Homicidio o suicidio: Eso no pasa en la tele
(Otra vez, con las esperanzas de mi corazón)
(Pues ya se va terminando el verano)
(Al fin, vuelvo al jardín)
(Con la certeza de que debo llorar, pues sé que no quieres volver a mí)
(Me quejo a las rosas, pero qué tontería)
(Las rosas no hablan, simplemente las rosas exhalan)
(El perfume que roban de ti)
(Debías venir, para ver mis ojos tristes)
(Y, quién sabe, soñabas mis sueños)
Gyylo
Aun viviendo en silencio
Entiendo tus dolores
Intercambiando palabras por sonrisas más sinceras
Tuve la oportunidad de hablar contigo esa noche
Gritando alto
Pero siempre con mis oídos atentos
Tu compañía fue hace años y dejó nostalgia
Abuela, cuánto te extraño
Si pudieras verme hoy, tendrías tanto orgullo
Verías a tu nieto loco salvando otras almas
Jugaba en la terraza
Reuniendo a los nietos en el desmadre
Pasando apuros
Era de las 7 hasta la medianoche haciendo ruido
Los vecinos no soportaban y tú nos apoyabas
No bajabas la cabeza por nada
Quizás por eso mi reina es más directa
Tú criaste una rosa linda rodeada de fuego
Tan delicada, que tus palabras lastiman sus pétalos
Cosas que ya sabes
Estoy cansado de hablar, pero nunca me escuchas
Cabeza dura como un cabrón
Pero te amo tanto
Aunque huela a pecado, ¿me abrazas hoy?
O déjame sufriendo
Intento entender, pero no comprendo
Lágrimas dentro de un vaso se convierten en tormenta
Para mí, curar es solo un trago en medio del silencio