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PAÍS (part. Pedro Germer e Neno Moura)

Iara Germer

PAÍS (part. Pedro Germer e Neno Moura)

Ô, país
Brilha a Lua sobre teus fuzis
Pendurados em tuas costas
Que mostras
E assim tu nos seduzes e ameaças

Ô, país
Arde o Sol, bambeiam teus quadris
Abalados nas andanças
E danças
Nos enches de alegrias e desgraças

Ô, país
Santo pai da descrença
Promessa de deixar tudo onde está, país
És o rei da esperança

Ô, país
Quantos de nós ainda vão cair
Quantos nós iremos desatar
Pra não deixar
Que sigas bamba na ignorância

Ô, país
Dos garçons, pedreiros, dos garis
Dos sertões, rocinhas, das mansões
E dos milhões
Que vivem e morrem na desimportância

Ô, país
Bacharel da indecência
Por quanto tempo ainda vais sangrar, país?
És o rei da esperança

Ô, país
Brilha a Lua sobre teus fuzis
Pendurados em tuas costas
Que mostras
E assim tu nos seduzes e ameaças

Ô, país
Arde o Sol, bambeiam teus quadris
Abalados nas andanças
E danças
Nos enches de alegrias e desgraças

Ô, país
Santo pai da descrença
Promessa de deixar tudo onde está, país
És o rei da esperança

Ô, país
Quantos de nós ainda vão cair
Quantos nós iremos desatar
Pra não deixar
Que sigas bamba na ignorância

Ô, país
Dos garçons, pedreiros, dos garis
Dos sertões, rocinhas, das mansões
E dos milhões
Que vivem e morrem na desimportância

Ô, país
Bacharel da indecência
Por quanto tempo ainda vais sangrar, país?
És o rei da esperança

PAÍS (part. Pedro Germer e Neno Moura)

Oh, país
Brilla la Luna sobre tus fusiles
Colgados en tus espaldas
Que muestras
Y así nos seduces y amenazas

Oh, país
Arde el Sol, tambalean tus caderas
Sacudidas en los vaivenes
Y bailas
Nos llenas de alegrías y desgracias

Oh, país
Santo padre de la incredulidad
Promesa de dejar todo como está, país
Eres el rey de la esperanza

Oh, país
¿Cuántos de nosotros aún caerán?
¿Cuántos nudos desataremos
Para no permitir
Que sigas tambaleándote en la ignorancia?

Oh, país
De los meseros, albañiles, de los barrenderos
De los campos, favelas, de las mansiones
Y de los millones
Que viven y mueren en la desimportancia

Oh, país
Licenciado en la indecencia
¿Por cuánto tiempo aún vas a sangrar, país?
Eres el rey de la esperanza

Oh, país
Brilla la Luna sobre tus fusiles
Colgados en tus espaldas
Que muestras
Y así nos seduces y amenazas

Oh, país
Arde el Sol, tambalean tus caderas
Sacudidas en los vaivenes
Y bailas
Nos llenas de alegrías y desgracias

Oh, país
Santo padre de la incredulidad
Promesa de dejar todo como está, país
Eres el rey de la esperanza

Oh, país
¿Cuántos de nosotros aún caerán?
¿Cuántos nudos desataremos
Para no permitir
Que sigas tambaleándote en la ignorancia?

Oh, país
De los meseros, albañiles, de los barrenderos
De los campos, favelas, de las mansiones
Y de los millones
Que viven y mueren en la desimportancia

Oh, país
Licenciado en la indecencia
¿Por cuánto tiempo aún vas a sangrar, país?
Eres el rey de la esperanza

Escrita por: Iara Germer / Neno Moura / Pedro Germer