Flora de Concreto
O relógio não significa nada
Os coletivos tão lotados só tem uma utilidade
Fazer a multidão gritar por liberdade
Enquanto escalo a paulista eu tramo uma revolução
Saio pra consolação
Vejo a selva em escala real
Presas comprando cigarros nas bancas de jornal
Ignorando toda flora de concreto
O sinal ainda não está aberto
Pouco me importa eu atravesso mesmo assim
Os dias ainda são um esconderijo para mim
Dos sorrisos tão forçados dos atores sociais
Que simulam suas vidas
Que interpretam o dia a dia
Mera pretensão fingir opinar
Por likes, por sucesso
Cada dia um retrocesso
O tempo passa devagar e mesmo assim eu me atrasei
E mesmo assim eu me atrasei
E mesmo assim eu me atrasei
E mesmo assim eu me atrasei
Que simulam suas vidas
Que interpretam o dia a dia
Mera pretensão fingir opinar
Por likes, por sucesso
Cada dia um retrocesso
O tempo passa devagar e mesmo assim eu me atrasei
E mesmo assim eu me atrasei
E mesmo assim eu me atrasei
E mesmo assim eu me atrasei
Flora de Concreto
El reloj no significa nada
Los autobuses tan llenos solo tienen un propósito
Hacer que la multitud grite por libertad
Mientras escalo la avenida Paulista, planeo una revolución
Salgo hacia Consolação
Veo la jungla a escala real
Presas comprando cigarrillos en los quioscos de periódicos
Ignorando toda la flora de concreto
El semáforo aún no está en verde
No me importa, cruzo de todos modos
Los días siguen siendo un escondite para mí
De las sonrisas tan forzadas de los actores sociales
Que simulan sus vidas
Que interpretan el día a día
Mera pretensión fingir opinar
Por likes, por éxito
Cada día un retroceso
El tiempo pasa lento y aún así me retrasé
Y aún así me retrasé
Y aún así me retrasé
Y aún así me retrasé
Que simulan sus vidas
Que interpretan el día a día
Mera pretensión fingir opinar
Por likes, por éxito
Cada día un retroceso
El tiempo pasa lento y aún así me retrasé
Y aún así me retrasé
Y aún así me retrasé
Y aún así me retrasé
Escrita por: Arthur Marinho / Gabriel Zambianco / Leonardo Ferri / Rendrick Duarte