A Poesia Que Não Foi Escrita (part. Mano Perdiga)
Não adianta chorar pelo leite derramado
E que eu criei anticorpos pra falsos aliados
Quando faltam remorsos, e certo, sobram estragos
Disserto sobre destroços, monstros, mestres e magos
Que eu incorporei pra fazer mais essas linhas
Quebrando correntes frias nos mares das minhas rimas
Saciando de frente a justiça tardia
Vários manos se tremem na madrugada fria
Outros loucos se prendem na própria alegria
E que são tempos modernos
E o Planeta Terra grita
Quantos pães roubaria?
Ou então morreria
Numa poesia que não foi escrita
Bendita seja a nossa voz
Manter laços bem dados
Pra que não se desfaçam os nós
É a responsabilidade no peito do poeta
Ainda vive-se rima
E, por ela, ele trafega
Nada é como antes
Hoje é o meu povo que grita
Me acho em cada verso de uma poesia que não foi escrita
Nada é como antes
Hoje é o meu povo que grita
Me perco em cada verso de uma poesia que nem foi escrita
De uma poesia que nem foi escrita
Considere os passos que já foram dados
Falsos diamantes não brilham se revelados
Respeita o processo superior ao desejo
Poesia clara é a vingança que eu vejo
De caneta, versos se revelam no papel
Sorte poética, constante ligação com o céu
Ah, mas se fez certo não fez mais que a obrigação
Colecionando elos, rimas são como refrão
Dos que cê vai gravar tudinho, feito um radinho
Relevante pra não esquecer
Que por aqui faço minha parte com Mano Perdiga
Beco sem saída, valorize o que te faz mover
A chance pode até bater, mas cabe a você
O teu caminho com o que tem na mão
Limite não te rende notas
Enquanto escolhe portas
Ignorando a sua real vocação
Nada é como antes, hoje é o meu povo que grita
Me acho em cada verso de uma poesia que não foi escrita
Nada é como antes, hoje é o meu povo que grita
Me perco em cada verso de uma poesia que nem foi escrita
De uma poesia que não foi escrita
De uma poesia que não foi escrita
La Poesía Que No Fue Escrita (part. Mano Perdiga)
No sirve de nada llorar por la leche derramada
Y que yo creé anticuerpos para falsos aliados
Cuando faltan remordimientos, y es cierto, sobran estragos
Diserto sobre destrozos, monstruos, maestros y magos
Que yo incorporé para hacer más estas líneas
Rompiendo cadenas frías en los mares de mis rimas
Saciando de frente la justicia tardía
Varios compas se estremecen en la madrugada fría
Otros locos se encierran en su propia alegría
Y son tiempos modernos
Y el Planeta Tierra grita
¿Cuántos panes robaría?
¿O entonces moriría
En una poesía que no fue escrita?
Bendita sea nuestra voz
Mantener lazos bien dados
Para que no se deshagan los nudos
Es la responsabilidad en el pecho del poeta
Aún vive la rima
Y, por ella, él navega
Nada es como antes
Hoy es mi gente la que grita
Me encuentro en cada verso de una poesía que no fue escrita
Nada es como antes
Hoy es mi gente la que grita
Me pierdo en cada verso de una poesía que ni fue escrita
De una poesía que ni fue escrita
Considera los pasos que ya se han dado
Falsos diamantes no brillan si son revelados
Respeta el proceso superior al deseo
Poesía clara es la venganza que yo veo
Con pluma, versos se revelan en el papel
Suerte poética, constante conexión con el cielo
Ah, pero si se hizo bien no hizo más que su obligación
Coleccionando eslabones, las rimas son como un estribillo
De lo que vas a grabar todo, como un radiecito
Relevante para no olvidar
Que por aquí hago mi parte con Mano Perdiga
Callejón sin salida, valora lo que te hace mover
La oportunidad puede hasta tocar, pero depende de ti
Tu camino con lo que tienes en la mano
El límite no te rinde notas
Mientras eliges puertas
Ignorando tu verdadera vocación
Nada es como antes, hoy es mi gente la que grita
Me encuentro en cada verso de una poesía que no fue escrita
Nada es como antes, hoy es mi gente la que grita
Me pierdo en cada verso de una poesía que ni fue escrita
De una poesía que no fue escrita
De una poesía que no fue escrita
Escrita por: Pedro Imno, Mano Perdiga