Revide (part. Mano Natu)
Você atirou e nós revidou
Agora se segura e veja o filme de terror
Mano Natu
Já faz muitos anos, já faz muito tempo
E nós ainda aqui, nesse sofrimento
Já estou cansado de tanto sofrer
já estou cansado de tanto se lamentar
Pois essa não é a vida que eu quero levar
Burguesia está sempre a falar
Que na periferia é o pior lugar
Isso não é de hoje acontece todo dia
É o preconceito de quem mora na periferia
Dizem que é daqui que vem os ladrões
Mas não sabem a moral
Ladrões vem de todos os lugares e nem todos são mal
Porque vem aquele mano, que rouba pra sustentar sua família
E tem que fazer a sua correria
Mas vem aqueles putos chamados de doutor
Que roubam milhões mexendo no computador
Roubam de milhões de José, de João, de Maria
Roubam de todo povo seu dinheiro que foi pago no imposto
Seu dinheiro está lá, no bolso do doutor
No jatinho particular, na viagem exterior
Experimente morar aqui na Zona Norte
Verá que é díficil ficar longe da morte
Por isso eu sempre digo pra rapaziada
Ficar longe do crime, das drogas e da parada errada
Se deixar brecha a rapa tá cobrando
Pois eu sigo na fé, nunca vacilando
Sem fazer alguma fita e a casa cair
Segure o B.O, nem pense em caguetar
A sentença pro caguete é não mais falar
Pode amanhecer com a boca cheia de formiga
Na periferia ninguém é fã de canalha e otário se liga
Você atirou e nós revidou
Agora se segura e veja o filme de terror
Mano Jão
Porque eu te dou 3 segundos pra você pensar nesse barato
3, 2, 1, click, clack, bum, tempo esgotado
Vocês estão senteciados a serem fuzilados
Com uma pá de tiro de informação
Depois vocês vão ver que na periferia
Não é só ladrão, no meu dia-a-dia
Tem a discriminação racial que não é muito legal
Muitos acham que é normal mas eu não dou bola pra isso
Eu tenho compromisso fazer rap
Cantar, correr pra lá e pra cá
Eu tenho sangue negro, correndo em minhas veias
Por isso eu sou feliz
Sou preto, pobre e dono do meu nariz
Dizem que aqui tem vagabundo de monte
Mas eu tenho orgulho de morar na Zona Norte BH
Pra quem não conhece, Belo Horizonte
N-E-G-U-I-N-H-O
Junte essas letras e saberá quem eu sou
Voltando a falar da discriminação
Mano Natu e Mano Jão
A voz da Zona Norte, a voz do povão
Você atirou e nós revidou
Agora se segura e veja o filme de terror
Desigualdade social que aumenta a cada dia
E o alvo somos nós o povo da periferia
E quem discrimina é sempre a burguesia
Porque nós somos alvos, da desigualdade social
Porque nós sofremos racismo, discriminação e tal
E quanto maior a desigualdade, menor o nosso espaço
Assim vai ter mais violencia e assassinato
Mas eu não vou entrar nas suas paranóia
Aqui também não entra, cavalo de tróia
Aí burguesia você atirou e nós revidou
Agora se segura veja o filme de terror
Assalto na sinaleira e boy no cativeiro
Não culpe a favela vocês não chegam primeiro
Você atirou e nós revidou
Agora se segura e veja o filme de terror
3, 2, 1, click, clack, bum
Revancha (part. Mano Natu)
Tú disparaste y nosotros respondimos
Ahora aguanta y mira la película de terror
Mano Natu
Han pasado muchos años, ha pasado mucho tiempo
Y aún estamos aquí, en este sufrimiento
Estoy cansado de tanto sufrir
Estoy cansado de tanto lamentarme
Porque esta no es la vida que quiero llevar
La burguesía siempre habla
Que en la periferia es el peor lugar
Esto no es de hoy, sucede todos los días
Es el prejuicio de quienes viven en la periferia
Dicen que de aquí vienen los ladrones
Pero no conocen la moral
Los ladrones vienen de todas partes y no todos son malos
Porque viene aquel hermano, que roba para mantener a su familia
Y tiene que hacer su correteo
Pero vienen esos tipos llamados doctores
Que roban millones manipulando la computadora
Roban a millones de José, de Juan, de María
Roban a todo el pueblo su dinero que fue pagado en impuestos
Tu dinero está ahí, en el bolsillo del doctor
En el jet privado, en el viaje al extranjero
Experimenta vivir aquí en la Zona Norte
Verás que es difícil estar lejos de la muerte
Por eso siempre digo a la raza
Manténganse alejados del crimen, de las drogas y de lo incorrecto
Si dejas un resquicio, la rapa está cobrando
Porque sigo en la fe, nunca vacilando
Sin meterme en problemas y que todo se venga abajo
Aguanta el B.O, ni pienses en delatar
La sentencia para el soplón es no hablar más
Puedes amanecer con la boca llena de hormigas
En la periferia nadie es fan de canallas y tontos, fíjate
Tú disparaste y nosotros respondimos
Ahora aguanta y mira la película de terror
Mano Jão
Porque te doy 3 segundos para que pienses en esto
3, 2, 1, click, clack, bum, tiempo agotado
Están sentenciados a ser fusilados
Con un montón de disparos de información
Después verán que en la periferia
No solo hay ladrones, en mi día a día
Hay discriminación racial que no es muy agradable
Muchos piensan que es normal pero yo no le doy importancia
Tengo el compromiso de hacer rap
Cantar, correr de aquí para allá
Tengo sangre negra corriendo por mis venas
Por eso soy feliz
Soy negro, pobre y dueño de mi nariz
Dicen que aquí hay un montón de vagos
Pero tengo orgullo de vivir en la Zona Norte BH
Para los que no conocen, Belo Horizonte
N-E-G-U-I-N-H-O
Junta esas letras y sabrás quién soy
Volviendo a hablar de la discriminación
Mano Natu y Mano Jão
La voz de la Zona Norte, la voz del pueblo
Tú disparaste y nosotros respondimos
Ahora aguanta y mira la película de terror
Desigualdad social que aumenta cada día
Y el blanco somos nosotros, el pueblo de la periferia
Y quienes discriminan siempre son la burguesía
Porque somos blancos, de la desigualdad social
Porque sufrimos racismo, discriminación y demás
Y cuanto mayor es la desigualdad, menor es nuestro espacio
Así habrá más violencia y asesinatos
Pero no entraré en tus paranoias
Aquí tampoco entra, caballo de Troya
Ahí burguesía tú disparaste y nosotros respondimos
Ahora aguanta y mira la película de terror
Asalto en el semáforo y chico en el secuestro
No culpes a la favela, ustedes no llegan primero
Tú disparaste y nosotros respondimos
Ahora aguanta y mira la película de terror
3, 2, 1, click, clack, bum