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Mar

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Mar

Já não faz sentido
Fingir ser quem não sou
Desejos proibidos
Dizeres sem valor

Eu não sou mais um apenas
Não me encaixe em seus problemas

Não vou lembrar
Nem esquecer
As minhas falhas

Eu sou só um navegante
E o meu porto é você

E o que dizer
Quando tudo se resolve num olhar?
Não há por quê
Traçar milhões de planos sem se arriscar
Vou me perder
Nas órbitas profundas desse Mar

Não há mais vestígios
Do que nos separou
O tempo me tortura
Eu não sei quem sou

Nado contra a correnteza
Sei que posso me afogar

E o que dizer
Quando tudo se resolve num olhar?
Não há por quê
Traçar milhões de planos sem se arriscar
Vou me perder
Nas órbitas profundas desse Mar

Mar, minguante
Me mostra meus medos
Meus mistérios
Mar, me magoa mulher
Minha menina
Me machuca, me molha, me mantém
Mar...

Vou me perder
Nas órbitas profundas desse Mar

Mar

Ya no tiene sentido
Fingir ser quien no soy
Deseos prohibidos
Palabras sin valor

Ya no soy solo uno más
No encajo en tus problemas

No voy a recordar
Ni olvidar
Mis fallas

Soy solo un navegante
Y mi puerto eres tú

Y qué decir
Cuando todo se resuelve en una mirada
No hay razón
Trazar millones de planes sin arriesgarse
Me perderé
En las órbitas profundas de este Mar

No hay más rastros
De lo que nos separó
El tiempo me tortura
No sé quién soy

Nado contra la corriente
Sé que puedo ahogarme

Y qué decir
Cuando todo se resuelve en una mirada
No hay razón
Trazar millones de planes sin arriesgarse
Me perderé
En las órbitas profundas de este Mar

Mar, menguante
Muéstrame mis miedos
Mis misterios
Mar, me duele mujer
Mi niña
Me lastima, me moja, me sostiene
Mar...

Me perderé
En las órbitas profundas de este Mar

Escrita por: Thiago Rabello