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Otoño

Inerte

Outono

Sobre as noites em que os estalos dos ponteiros
de um relógio desregulado fizeram lembrar
que a próxima estação não espera até trazer
novos ventos capazes de ressecar

Nossos joelhos, nossos lábios e tudo aquilo que sentimos
e assistimos ruir.

Um enxame de sensações que agora não inflamam mais,
já não fazem inchar.
Confrontam e morrem neste ponteiro que não aponta
pra lugar algum.

Otoño

Sobre las noches en que los chasquidos de las agujas
de un reloj desregulado recordaron
que la próxima estación no espera para traer
nuevos vientos capaces de resecar

Nuestras rodillas, nuestros labios y todo lo que sentimos
y vimos derrumbarse.

Un enjambre de sensaciones que ahora ya no encienden,
ya no hacen hinchar.
Enfrentan y mueren en esta aguja que no señala
ningún lugar.

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