Filhos da Miséria
Anjos da guerra sobrenaturais
Plantando ódio dizendo que é paz
Esperar não mudaria nada
Colarinho branco te dá um beijo e te joga uma granada
Quando estou longe eu me sinto vivo (oh oh)
Estou calmo a ponto de explodir
(De explodir!)
Planeta guerra, nascidos para morte
Crianças da favela na vida sem um pingo de sorte
Povo indiferente, sem aprovação
O ser humano está em guerra
É irmão matando irmão!
Vivem no lixo tentando sobreviver
Irmãos de mundo separados pela ganância implantada
A resistência recuou não tem pra onde correr
(A resistência recuou não tem pra onde correr)
Quem vive em baixo
Não pode nada
Não fala nada
Não vale nada
Quem vive em baixo não pode nada
Tiro no pé buscando uma saída
Dignidade trocada por um prato de comida
Governo sujo!
Não dá educação
Mantendo o povo na miséria para tê-lo em suas mãos
Desesperados não tem o que fazer
Aqui há homens bons matando para comer
Os olhos fecham e nessa hora o mal vem corroer
(Os olhos fecham e nessa hora o mal vem corroer)
Quem vive em baixo
Não pode nada
Não fala nada
Não vale nada
Quem vive em baixo não pode nada!
Que a cor e talvez meu cheiro não mude a sua vontade de me ajudar
E aos meus parceiros
Que o roubo não seja opcao, viva na vida dura
Sabendo que não ferrou com nenhum irmão
Que o amor não permita, que minha mãe morra de fome
No sufoco, pra fazer minha marmita
Que a mulecada da quebrada busque um herói verdadeiro
Não algo futil como vários globeiros
Que cada indigena, nordestino, mulher, quilombola, tenha seu espaco
Lembrando que gay não quer cura, e sim abraços
Que a liberdade venha de dentro, destruindo mentes fracas e preconceitos
Que o meu direito de escolher seja o mesmo que
A mulher tenha sobre o corpo dela, de ter filho, ou não ter
Que a cada sussurro isolado
Choro guardado, sentido, ou medos escondidos
Seja por nossa glória
Lutada por entes e amigos que fizeram história
Deixe a natureza elevar o espírito
E a força do universo te guiar
Para que a paz o encontre e mostre que
Não é difícil amar
Lutamos e oramos por todas as vozes que não podem
Serem ouvidas, por todos aqueles que buscam forças mesmo sem saída
Apesar da luta, sabemos que não somos ninguém
Mesmo assim buscamos justiça irmãos amém!?
Quem vive em baixo
Não pode nada
Não fala nada
Não vale nada
Quem vive em baixo não pode nada
Quem vive em baixo
Não pode nada
Não fala nada
Não vale nada
Quem vive em baixo não pode nada
Hijos de la Miseria
Ángeles de la guerra sobrenatural
Sembrando odio diciendo que es paz
Esperar no cambiaría nada
Un cuello blanco te da un beso y te lanza una granada
Cuando estoy lejos me siento vivo (oh oh)
Estoy tranquilo a punto de explotar
(¡De explotar!)
Planeta de guerra, nacidos para morir
Niños de la favela en una vida sin suerte
Pueblo indiferente, sin aprobación
El ser humano está en guerra
¡Es hermano matando a hermano!
Viven en la basura tratando de sobrevivir
Hermanos del mundo separados por la codicia implantada
La resistencia retrocedió, no hay a dónde correr
(La resistencia retrocedió, no hay a dónde correr)
Quien vive abajo
No puede nada
No dice nada
No vale nada
Quien vive abajo no puede nada
Disparándose en el pie buscando una salida
Dignidad cambiada por un plato de comida
¡Gobierno sucio!
No da educación
Mantiene al pueblo en la miseria para tenerlo en sus manos
Desesperados sin nada que hacer
Aquí hay hombres buenos matando para comer
Los ojos se cierran y en ese momento el mal viene a corroer
(Los ojos se cierran y en ese momento el mal viene a corroer)
Quien vive abajo
No puede nada
No dice nada
No vale nada
Quien vive abajo no puede nada
Que mi color y tal vez mi olor no cambien tu voluntad de ayudarme
Y a mis compañeros
Que el robo no sea una opción, vive una vida dura
Sabiendo que no jodiste a ningún hermano
Que el amor no permita que mi madre muera de hambre
En apuros, para hacer mi almuerzo
Que los chicos del barrio busquen un verdadero héroe
No algo frívolo como varios globetrotters
Que cada indígena, nordestino, mujer, quilombola, tenga su espacio
Recordando que gay no quiere cura, sino abrazos
Que la libertad venga desde adentro, destruyendo mentes débiles y prejuicios
Que mi derecho a elegir sea el mismo que
La mujer tiene sobre su cuerpo, de tener hijos o no
Que cada susurro aislado
Llanto guardado, sentido o miedos escondidos
Sea por nuestra gloria
Luchada por seres queridos y amigos que hicieron historia
Deja que la naturaleza eleve el espíritu
Y la fuerza del universo te guíe
Para que la paz te encuentre y muestre que
No es difícil amar
Luchamos y oramos por todas las voces que no pueden
Ser escuchadas, por todos aquellos que buscan fuerzas incluso sin salida
A pesar de la lucha, sabemos que no somos nadie
Aun así buscamos justicia hermanos amén!?
Quien vive abajo
No puede nada
No dice nada
No vale nada
Quien vive abajo no puede nada
Quien vive abajo
No puede nada
No dice nada
No vale nada
Quien vive abajo no puede nada
Escrita por: Danilo Metal / Geraldo Trindade / Weslley Ribeiro