Perigosa
Não pense, mulher, que eu vim te encontrar
Só peço um favor, não fale comigo
Venho de volta matar a saudade
Velha saudade dos meus bons amigos
Todas as manhãs eu sinto tristeza
Quando meu filho a bênção vem tomar
Dizendo, papai cadê a mamãe
Sabendo de tudo, mas não posso explicar
Papai, ô papaizinho
Por que é que o senhor não pode me contar
Aonde está mamãe
Me conte papaizinho, me conte
Eu tenho tanta saudade da mamãe
Já me disseram que ela tanto chora
Pedi nos vizinhos pra me aconselhar
Minha resposta é sempre uma só
Vai perigosa a outro enganar
Todas às vezes que eu vou na cidade
Vejo as mariposas sempre a lamentar
Dizendo que ela vive sofrendo nos bares bebendo
E o meu nome a chamar
Peligrosa
No pienses, mujer, que vine a encontrarte
Solo te pido un favor, no hables conmigo
Vengo de regreso a matar la nostalgia
La vieja nostalgia de mis buenos amigos
Cada mañana siento tristeza
Cuando mi hijo viene a recibir la bendición
Diciendo, papá ¿dónde está mamá?
Sabiendo todo, pero no puedo explicar
Papá, oh papacito
¿Por qué no puedes contarme?
¿Dónde está mamá?
Cuéntame papacito, cuéntame
Echo tanto de menos a mamá
Me han dicho que llora tanto
He pedido a los vecinos que me aconsejen
Mi respuesta siempre es la misma
Va peligrosa a engañar a otro
Cada vez que voy a la ciudad
Veo a las mariposas siempre lamentándose
Diciendo que ella sufre, bebe en los bares
Y llama mi nombre
Escrita por: Dengo, Ingazeiro