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Monóxido de Carbono (O de las entrañas del suicida)

Insurreição!

Monóxido de Carbono ( Ou "das Entranhas do Suicida" )

Vejo tantas mentes calculistas mirabolando minas de carvão
Só pra ver se me sufocam, se corroem minha obstinação
Já é o segundo raio que cai bem em cima de mim
Fulminando assim minhas concepções

E por mais que a vida insista em continuar
Aqueles velhos dilemas já não me comovem mais
E por mais que eu tenha troféus dos quais me orgulhar
O que me era mais caro eu vi passar entre minhas mãos

Lembro das falácias infinitas e dos segredos que eu queria revelar
Sinto nas feridas doloridas toda a vertigem que queria sufocar
É o medo de descer do muro e viver
E então sentir não ser seu próprio "eu"

Não quero paz, ainda não cansei de guerrear
Contra o meu próprio caráter, minha dissimulação
E por mais que a consciência insista em pesar
Eu vôo pra bem longe, estupidamente pra lugar nenhum

Eis minha redenção
Um mundo torto a me encantar
E do fundo do meu hipotálamo eu juro...
Que sou vil

Monóxido de Carbono (O de las entrañas del suicida)

Vejo tantas mentes calculadoras planeando minas de carbón
Solo para ver si me sofocan, si corroen mi obstinación
Ya es el segundo rayo que cae justo encima de mí
Fulminando así mis concepciones

Y aunque la vida insista en continuar
Esos viejos dilemas ya no me conmueven más
Y aunque tenga trofeos de los cuales enorgullecerme
Lo que más valoraba vi pasar entre mis manos

Recuerdo las falacias infinitas y los secretos que quería revelar
Siento en las heridas doloridas toda la vértigo que quería sofocar
Es el miedo de bajar del muro y vivir
Y luego sentir que no eres tu propio 'yo'

No quiero paz, aún no me canso de luchar
Contra mi propio carácter, mi simulación
Y aunque la conciencia insista en pesar
Vuelo lejos, estúpidamente a ningún lugar

He aquí mi redención
Un mundo torcido que me encanta
Y desde lo más profundo de mi hipotálamo juro...
Que soy vil

Escrita por: Gui Araújo