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Los camareros

Irmão Victor

Os Garçons

Em Beluno, chapéus e gravatas
Sonham com saias embaixo do chão
Se perderam na viagem
Abre passagem para a estação

Onde embarca o cão que regressa?
E em que trem que entra o rei?
Que perdeu a coroa na festa
Nenhum tem trocado pra nota de cem

Todo dia anoitece em Porto Alegre
Meus tênis me perdoem
Eu vou embora daqui

Os garçons envenenaram a mesa
E esse copo que nunca foi meu
Rapaz, essa vida é azeda
Rasgou minha seda
Eu não tenho pra onde ir

Tragam os restos dos meus dentes
E o que sobrar de ti
Que eu preciso roer os teus ossos
Para poder dormir

Mas se a noite for noite de Lua
Vou seguir as migalhas de pão
É um pecado viver nesse estado
Não diz no contrato
Não tem solução

Los camareros

En Beluno, sombreros y corbatas
Sueñan con faldas debajo del piso
Me perdí en el viaje
Pasaje abierto a la estación

¿Dónde aborda el perro que regresa?
¿Y en qué tren se sube el rey?
¿Quién perdió la corona en la fiesta?
Ninguno se ha cambiado por un billete de cien

Todos los días oscurece en Porto Alegre
Mis zapatillas me perdonan
Me voy

Los meseros envenenaron la mesa
Y este vaso que nunca fue mio
Chico, esta vida es amarga
rasgó mi seda
No tengo a donde ir

Trae los restos de mis dientes
Y lo que queda de ti
Necesito roer tus huesos
poder dormir

Pero si la noche es una noche de luna
Seguiré las migas de pan
Es un pecado vivir en este estado
no dice en el contrato
no hay solución

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