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Aventurera

Irmãs Castro

Aventureira

Eu cheguei de muito longe
Das bandas do Paraguai
Quando vejo o meu amor
Eu pergunto: Como vai?

Trouxe uma rede branca
Lencinho de inhanduti
Foi a única lembrança
Pro meu bem que eu tenho aqui

Com minha besta ruana
Vim cortando o estradão
Me alembrava as madrugadas
Que eu passei lá em Concepción

Eu deixei Ponta-Porã
Sentinela do Brasil
Passei por Maracaju
Campo Grande, Amambaí

Meu negócio é com boiada
Tenho sempre bons amigos
Meu revólver trinta e oito
Me defende dos perigos

Eu gosto de uma sanfona
E um violeiro que ponteia
Quando ouço um rasqueado
Meu corpinho balanceia

Viajei por muitas terras
Como esta eu nunca vi
Tem luar dos namorados
E o céu azul de anil

Sou filha de Mato Grosso
Tenho sangue de Tupi
Eu canto no sertanejo
As belezas do Brasil

Aventurera

he recorrido un largo camino
De las bandas del Paraguay
cuando veo mi amor
Le pregunto: ¿Cómo estás?

traje una hamaca blanca
bufanda inhanduti
Era el único recuerdo
Por mi bien que tengo aquí

Con mi bestia ruana
vine cortando el camino
Me recordó a las madrugadas
Que pasé allá en Concepción

Dejé Ponta-Porá
Centinela de Brasil
Pasé por Maracaju
Campo Grande, Amambaí

mi negocio es con el ganado
siempre tengo buenos amigos
Mi revólver treinta y ocho
Me protege de los peligros

me gusta un acordeon
Y un guitarrista que toca
Cuando escucho un rasguño
Mi cuerpecito se equilibra

He viajado por muchas tierras
nunca he visto asi
Hay luz de luna de San Valentín
Y el cielo azul índigo

Soy hija de Mato Grosso
tengo sangre tupi
yo canto en el campo
Las bellezas de Brasil

Escrita por: Irmãs Castro / Rielinho