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Noches del Paraguay

Irmãs Castro

Noites do Paraguai

Velhas lembranças vem me à memória
De uma saudade que não esvai
Meu peito enfermo sempre recorda
Aquelas noites no Paraguai

Saí em busca de aventura
Abandonando o meu país
Hoje maldigo esta aventura
Pois nunca mais pude ser feliz

De ti distante tornei-me boêmia
E o meu cantar é todo um ai
Sofro chorando em altas horas
Que não são noites do Paraguai

Penso em meu rancho onde vivia
Minha mãezinha, meu grande amor
Hoje não tenho mais alegria
Pois em meu peito só existe a dor

Vejo a neblina tal qual um Véu
E o meu noivado me faz lembrar
Fico sismando se lá no céu
Estará ele a me esperar

Amargurada pelos caminhos
Da desventura minh'alma vai
Oh! Pobre órfã sem um carinho
Lembrando as noites do Paraguai

Noches del Paraguay

Me vienen a la mente viejos recuerdos
De un anhelo que no se desvanece
Mi pecho enfermo siempre recuerda
Esas noches en Paraguay

fui en busca de aventuras
dejando mi pais
Hoy maldigo esta aventura
Porque nunca podría volver a ser feliz

De ti lejos me volví bohemio
Y mi canto está todo ahí
Sufro el llanto de madrugada
Que no son noches paraguayas

Pienso en mi rancho donde viví
Mi madre mi gran amor
Hoy ya no tengo alegria
Porque en mi pecho solo hay dolor

Veo la niebla como un velo
Y mi compromiso me recuerda
Me pregunto si hay en el cielo
¿Estará esperándome?

Amargado por los caminos
De la desgracia se va mi alma
¡Oh! Pobre huérfano sin cuidado
Recordando las noches del Paraguay

Escrita por: Samuel Aguayo / Pedro Carlé / vs. Capitão Furtado