Porteira Fechada
Fui abrindo uma porteira de um curral velho empoeirado
E soltei o meu pensamento cavalgando no chão do passado
Uma tropa de lembrança e marchando no estradão
Num cargueiro cheio de saudade a vida errante de peão
Junto com esta boiada muitos dias eu viajei
Com o meu laço de ilusão muitos mestiços lacei
Bebi água na guampa e dei água aos seus animais
Comi arroz com pequi feliz viajando no sertão de Goiás
Acompanhei a culatra, acompanhei o ponteiro
E passei noites rondando tomei conta do cargueiro
Pra seguir minha viagem dentro da imaginação
Sentindo o cheiro do gado e ouvindo o berrante
Tocar no estradão
Mas a chuva do destino fez a boiada estourar
Sumiram os meus companheiros
Não puderam aqui mais voltar
No curral velho empoeirado novamente nele eu entrei
Pra voltar a realidade a mesma porteira então eu fechei.
Porteira Fechada
Abrí una tranquera de un corral viejo y polvoriento
Y dejé volar mis pensamientos cabalgando en el suelo del pasado
Un tropel de recuerdos marchando por el camino
En un carguero lleno de añoranza, la vida errante de un peón
Junto a este ganado, viajé muchos días
Con mi lazo de ilusiones, atrapé muchos mestizos
Bebí agua en la guampa y di agua a sus animales
Comí arroz con pequi, feliz viajando por el sertón de Goiás
Seguí la culata, seguí el ponteiro
Y pasé noches vigilando, cuidando del carguero
Para continuar mi viaje dentro de la imaginación
Sintiendo el olor del ganado y escuchando el berrido
Resonar en el camino
Pero la lluvia del destino hizo que el ganado se dispersara
Mis compañeros desaparecieron
Ya no pudieron regresar aquí
Al corral viejo y polvoriento, nuevamente entré en él
Para volver a la realidad, cerré la misma tranquera
Escrita por: Ana Lucia / Donizete / Dr. Vivaldo