Chora Viola / Navalha na Carne / Empreitada Perigosa (pout-pourri)
Eu não caio do cavalo
Nem do burro e nem do gaio
Ganho dinheiro cantando
A viola é meu trabalho
No lugar onde tem seca
Eu de sede lá não caio
Levanto de madrugada
E bebo pingo de orvalho
Chora, viola
É muita navalha na minha carne
É muita espada pra me furar
Muitas lambada nas minhas costas
É muita gente pra me surrar
É muita pedra no meu caminho
É muito espinho pra eu pisar
É muita paixão e muito desprezo
Não há coração que possa aguentar
Já derrubamos o mato
Terminou a derrubada
Agora preste atenção
Meus amigo e camarada
Não posso levar vocês
Na minha nova empreitada
Vou pagar tudo que devo
E sair de madrugada
Eu vou roubar uma moça
De um ninho de serpente
Ela quer casar comigo
A família não consente
Já me mandaram um recado
Tão armado até os dentes
Vai chover balas no mundo
Se nóis topar frente a frente
Chora Viola / Navalha na Carne / Empreitada Perigosa (popurrí)
No caigo del caballo
Ni del burro ni del potro
Gano dinero cantando
La viola es mi trabajo
En lugares donde hay sequía
Yo no muero de sed allí
Me levanto al amanecer
Y bebo gotas de rocío
Llora, viola
Hay muchas navajas en mi carne
Hay muchas espadas para clavarme
Muchos golpes en mi espalda
Hay mucha gente para golpearme
Hay muchas piedras en mi camino
Hay muchas espinas para pisar
Hay mucho amor y mucho desprecio
No hay corazón que pueda soportar
Ya derribamos la maleza
Terminó la tala
Ahora presten atención
Mis amigos y camaradas
No puedo llevarlos
En mi nueva empresa
Voy a pagar todo lo que debo
Y salir al amanecer
Voy a robar a una chica
De un nido de serpientes
Ella quiere casarse conmigo
La familia no lo consiente
Ya me enviaron un mensaje
Tan armado hasta los dientes
Lloverán balas en el mundo
Si nos enfrentamos cara a cara
Escrita por: Francisco Gottardi / José Nunes / Lourival dos Santos / Moacyr dos Santos