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Toada Negra

Ivan Cardoso

Negra Toada

Viste da tribo de Óxala
És da natureza
Se és neto de zumbi
Vais carregar
Magias, mandingas

Vem dançar
Ensinar a esse povo boi-bumbá
De quem já se foi
Pro céu estrelado
Estrelado de amor
Sem medo da ginga
Que o canto recria
Na voz do tambor

Afoxé, boi-bumbá,
Carimbó, merengou, siriá,
Que pelo sangue negro
Se espalhou,
Por todas as raças
Expulsando lamentos
Dessa gente daqui

Canta teu canto, teu canto negro
Canta bem forte, espanta essa dor
Canta ciranda, que a mãe preta ensinou
Canta o teu canto, canto guerreiro,
Moleque matreiro
Filho de pai Oxalá, Êh filho de xangô

Toada Negra

De la tribu de Oxalá vestida
Eres de la naturaleza
Si eres descendiente de Zumbi
Cargarás
Magias, hechizos

Ven a bailar
Enseñar a este pueblo boi-bumbá
De aquellos que se han ido
Al cielo estrellado
Estrellado de amor
Sin miedo al ritmo
Que el canto recrea
En la voz del tambor

Afoxé, boi-bumbá,
Carimbó, merengue, siriá,
Que por la sangre negra
Se ha esparcido,
Por todas las razas
Expulsando lamentos
De esta gente de aquí

Canta tu canto, tu canto negro
Canta bien fuerte, ahuyenta ese dolor
Canta ciranda, que la madre negra enseñó
Canta tu canto, canto guerrero,
Chico astuto
Hijo de padre Oxalá, Eh hijo de Xangô

Escrita por: Dilla Gomes / Ivan Cardoso