Dois Córregos
Deita
Deixa a manhã entrar
No quarto onde eu não estou
Onde eu não vou jamais estar
Minha dor
Não cruza tua dor
E nunca vai cruzar
Nunca encontrar seja onde for
O silêncio desses leitos
Ecoando pelo corredor
Nos ermos céus
É o marulho desses beijos
Que não foram teus nem meus
Deita
E sente o tempo andar
Nas margens de nós dois
E se depois tudo mudar... deixa
Dos arroyos
Deita
Deja que la mañana entre
En la habitación donde no estoy
Donde nunca estaré
Mi dolor
No se cruza con tu dolor
Y nunca se cruzará
Nunca se encontrará en ningún lugar
El silencio de estas camas
Resonando por el pasillo
En los desolados cielos
Es el murmullo de esos besos
Que no fueron tuyos ni míos
Deita
Y siente el tiempo pasar
En las orillas de nosotros dos
Y si después todo cambia... deja
Escrita por: Caetano Veloso / Ivan Lins