Terra Molhada
Eu não me canso de ver quando começa chover, no meu pedaço de chão,
E só trovejar primeiro vejo logo meus carneiros já correr pro barracão,
Tem às vezes alguns dias que ela vem de ventania que até deita o colonião
Após o mormaço ardente que vem dessa tarde quente derramar em profusão,
Bem do lado da soqueira escorei as bananeiras que já tão em produção,
É pra protejer os cachos, as galinhas vão pra baixo do assoalho do galpão,
A que agora tem pintinhos coloquei bem com jeitinho lá debaixo do fogão,
Correndo mariazinha pega as roupas que já tinham secado com o calorão,
A força da enxurrada descendo cortando a estrada vai derrubando torrão,
Em meio essa acumulada, tem garrancho e folharada, rodando pro ribeirão,
A enchente que vem dela chega pular na pinguela mais ela não roda não,
De um lado estaqueada e do outro é amarrada no pé de barbatimão,
Não tem nada igual sentir esse cheiro agora vir da terra que foi molhada,
Depois do aguaceiro saio pra ver o tropel do baio correndo em disparada,
Os passarinhos cantando, a porcada já fuçando a grama toda encharcada
Quando a chuva no horizonte vai sumindo atrás dos montes numa viagem sagrada!!!
Quando a chuva no horizonte vai sumindo atrás dos montes numa viagem sagrada!!!
Tierra Mojada
No me canso de ver cuando empieza a llover, en mi pedazo de tierra,
Y apenas truena, veo a mis ovejas correr hacia el galpón,
A veces viene con viento que hasta tumba al colono,
Tras el bochorno ardiente que viene de esta tarde calurosa derramándose profusamente,
Justo al lado de la mata de caña, apuntalé los bananos que ya están dando frutos,
Es para proteger los racimos, las gallinas se van abajo del piso del galpón,
A los pollitos que ahora tiene, los coloqué con cuidado debajo del fogón,
Corriendo María recoge la ropa que ya había secado con el calorón,
La fuerza del torrente bajando cortando el camino va derribando terrones,
En medio de esta acumulación, hay ramas y hojas girando hacia el arroyo,
La crecida que viene de allí salta en el puente colgante pero no lo derriba,
De un lado clavado y del otro atado al pie de barbatimán,
No hay nada igual que sentir este olor que ahora viene de la tierra mojada,
Después del aguacero salgo a ver el tropel del caballo alazán corriendo a toda velocidad,
Los pájaros cantando, los cerdos ya husmeando toda la hierba empapada,
Cuando la lluvia en el horizonte va desapareciendo detrás de las montañas en un viaje sagrado!!!
Cuando la lluvia en el horizonte va desapareciendo detrás de las montañas en un viaje sagrado!!!
Escrita por: Ivan Souza / Julio Cesar