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Cinderela

Ivânia Catarina

Cinderela

Então eu era cinderela
Das quatro às sete
Sempre debruçada na janela
E vislumbrava de antemão
De quantos olhares
Se faz uma paixão

Então eu era cinderela
A minha tez com o tempo
Já não era mais tão bela
E o meu príncipe encantado
Não vinha a cavalo
Mas sim com as mãos e a alma
Repleta de calos

Então eu era a cinderela
Que sonhou casar numa capela
E acabou que foi assim
Sem papel sem juramento
Nenhum padre
Nenhum querubim
O nosso laço agora
É um lindo rebento

E já não sou mais cinderela
E nem tampouco a sexy indomável gabriela
Perdi o cravo e a canela
As minhas alegrias
Queria ter de volta
As minhas fantasias

De quando eu era cinderela
Que sonhou casar numa capela
E acabou que foi assim
Sem papel sem juramento
Nenhum padre, nenhum querubim
O nosso laço agora
É um lindo rebento

Cinderela

Entonces yo era Cenicienta
De cuatro a siete
Siempre asomada en la ventana
Y vislumbraba de antemano
De cuántas miradas
Se hace una pasión

Entonces yo era Cenicienta
Mi piel con el tiempo
Ya no era tan bella
Y mi príncipe encantado
No venía a caballo
Sino con las manos y el alma
Llenas de callos

Entonces yo era la Cenicienta
Que soñó casarse en una capilla
Y terminó siendo así
Sin papel, sin juramento
Ningún cura
Ningún querubín
Nuestro lazo ahora
Es un hermoso retoño

Y ya no soy más Cenicienta
Ni tampoco la sexy e indomable Gabriela
Perdí el clavo y la canela
Mis alegrías
Quisiera tener de vuelta
Mis fantasías

De cuando yo era Cenicienta
Que soñó casarse en una capilla
Y terminó siendo así
Sin papel, sin juramento
Ningún cura, ningún querubín
Nuestro lazo ahora
Es un hermoso retoño

Escrita por: Carlos Gomes / Ivânia Catarina