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Abuelita

Ivon Curi

Vovózinha

Vovózinha
Você tão velhinha, aqui tão sozinha
Sentada à calçada

Onde estão?
Seus netos, seus filhos
Que foram seu tudo, são hoje seu nada

Eu não sei, se chora de frio
Ou deste vazio de mocidade
O seu prato, é meio pobreza
É meio tristeza, é todo saudade

Faz de conta, que sou seu amado
O seu namorado, em dia de festa
Vem comigo mesmo sem vontade
Dançar com a saudade, no tempo que resta

[vem vovó, vem dançar
Que esqueceu nada, a gente não se esquece de dançar
Fica em pézinho assim, põe o bracinho em mim
Eu canto uma valsinha pra senhora, quer ver?]

Pum, pá, pá, pum, pá, pá...

Abuelita

Abuelita
tan ancianita, aquí tan solita
Sentada en la acera

¿Dónde están?
Tus nietos, tus hijos
Que fueron tu todo, hoy son tu nada

No sé si lloras de frío
O de este vacío de juventud
Tu plato es medio pobreza
Es medio tristeza, es pura añoranza

Haz de cuenta que soy tu amado
Tu novio, en día de fiesta
Ven conmigo aunque no quieras
Bailar con la añoranza, en el tiempo que queda

[vamos abuelita, ven a bailar
Que no olvidaste nada, uno no olvida bailar
Ponte de pie así, pon tu bracito en mí
Canto un vals para ti, ¿quieres ver?]

Pum, pá, pá, pum, pá, pá...

Escrita por: Luiz Carlos Martins