Mãe Eterna
Parará na concha
Da minha mãe eterna
Luz da minha vida
Pérola sem mar.
Chorará na pedra
Lágrima que brilha
Córrego desliza
Até rocha rasgar.
Mãe te peço calma
Só me dê a fúria das correntezas
Pra partir correntes que queiram me arrasar.
Toda cara enxuta
Deformará em rugas
Risos de artifícios pratristeza ocultar.
Minha fé não é surda
Dor é pedra bruta
Delicada esperança
Em um lagdibá.
Madre Eterna
Se detendrá en la concha
De mi madre eterna
Luz de mi vida
Perla sin mar.
Llorará en la piedra
Lágrima que brilla
Arroyo desliza
Hasta la roca rasgar.
Madre te pido calma
Solo dame la furia de las corrientes
Para romper cadenas que quieran arrasarme.
Toda cara seca
Se deformará en arrugas
Risas de artificios para ocultar tristeza.
Mi fe no es sorda
Dolor es piedra bruta
Delicada esperanza
En un lagdibá.
Escrita por: Alexandre Leao / J. Velloso