Na Curva do Caminho
Numa tarde de calor o sol já estava baixinho
No tronco de uma paineira lá na curva do caminho
Encontrei com meu amor o meu querido benzinho
Eu sentia tão feliz como canta os passarinhos
E no tronco da paineira eu escrevi um versinho
Com a faca de ponta fiz entre os espinhos
Sinto muita saudade dela e também dos seus carinhos
Oh, que sorte ingrata
Seu desprezo mata vivo sofrendo sozinho
O nosso amor começou como o vento levezinho
Sem esperar de repente surge ao longe um redemoinho
Que varrendo as estradas, folhas secas do caminho
Assim foi o nosso amor me deixando assim sozinho
Hoje só resta a saudade e o silêncio do meu pinho
Se eu passo lá na estrada eu leio os versinhos
Suspiro de saudade sozinho
Tem nos versos o nome dela que eu fiz com as mãos
Cinco letras do nome
Cinco espinhos que estão ferindo meu coração
En la Curva del Camino
En una tarde calurosa, el sol ya estaba bajando
En el tronco de un árbol de ceibo en la curva del camino
Me encontré con mi amor, mi querido cariño
Me sentía tan feliz como cantan los pajaritos
Y en el tronco del ceibo escribí un versito
Con la punta de la navaja entre las espinas
Echo tanto de menos su cariño y sus mimos
Oh, qué suerte ingrata
Su desprecio mata, vivo sufriendo solo
Nuestro amor comenzó como el viento suave
Sin esperarlo, de repente surge a lo lejos un remolino
Que barriendo los caminos, hojas secas del camino
Así fue nuestro amor, dejándome así solo
Hoy solo queda la añoranza y el silencio de mi pino
Si paso por la carretera, leo los versitos
Suspiro de añoranza solo
En los versos está su nombre que hice con mis manos
Cinco letras del nombre
Cinco espinas que están hiriendo mi corazón
Escrita por: Carrerinho / Tião Carreiro